Pensamentos

A única maneira de ter um amigo é sendo um.
(Ralph Waldo Emerson)

A Eleição à luz do texto bíblico

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016





A Eleição à luz do texto bíblico



Para que possamos desenvolver o entendimento a respeito do título selecionado, trazendo mais esclarecimento e informações para amplitude do trabalho, torna-se de suma importância compreender inicialmente a definição: O que é Eleição e sua definição?
Eleição: na definição coloquial, a palavra eleição ou eleito, tem a seguinte definição: 1Qualquer pessoa escolhida por eleição: os eleitos por sufrágio universal. Que usufrui a beatitude eterna: o reino dos eleitos. Tendo como sinônimo as seguintes palavras: 2designado e nomeado.

Ao avaliar de forma coloquial, na linguagem português a palavra, Eleição, podemos observar sua definição de forma bíblica, o sujeito de εκλεγομαι -“eklegomai” com a seguinte definição sob quatro ocorrências:
(i) Em 4 lugar em Atos (6.5; 15:22, 25 e, possivelmente, 1:24) o vb. Indica a nomeação de alguém pela igreja, para ocupar um cargo específico (ver supre Cl 2; cf. também as palavras par. Nos artigos: chamar, determinar, nomear e mão). (ii) Lc 17:7 descreve a autoestima à qual o homem se entregam quando escolhem acentos especiais à mesa (ver supre, Cl 3). (iii) Em Lc 10:42, a decisão de Maria no sentido de se dedicar exclusivamente às palavra de Jesus, para receber alguma coisa ao invés de se ocupar com seus próprios esforços, se escreve, dizendo-se que ela escolheu a boa parte (ver supra, Cl 3 e 4); cf. 1 Sm 15:22; (iv) Em todos os demais casos, emprega-se em conexão com a palavra da eleição, da parte de Deus ou de Cristo. Somente um dos escritores do NT, porém, que é João, consequentemente representa Cristo como sendo o agente da eleição (6: 70; 13:18; 15:16, 19). [Ed. Mesmo esses trechos podem ser interpretados como Lc 6:13, referindo-se à eleição dos Doze.] Noutros, escritores, há apenas uma ocorrência, quando Lucas (6:13) fala da seleção dos Doze – Apóstolos. (COENEN; BROWN, 2000, p. 623)3.


Coenen e Brown, sem suas citações em seu dicionário define sob a palavra εκλεγομαι -“eklegomai”, um substantivo: Eklogê, 4na qual é empregado de forma inambígua e exclusiva para o ato divino da eleição em Rm 9:11; 11:5, 7,28, cada vez com referência a Israel; em 1Ts 1:4 e 2Pe 1:10, onde se faz com que a igreja se lembre que a eleição da parte de Deus é a base da sua existência; e em At 9:15, o único caso onde o significado é levemente diferente, onde, nas palavras do Senhor exaltado, Paulo é descrito como Skeuos Eklogês, “vaso de eleição”, i.é, um instrumento através do qual Deus opera e torna eficaz a Sua escolha.

O que é Eleição a luz do texto bíblico, e como ele é utilizado na bíblia?
5 Eleição significa uma escolha - selecionar dentro - separar - tomar um e deixar o outro. Se houvesse uma dúzia de maçãs numa cesta e eu tirasse todas elas, não haveria escolha; mas se eu tirar sete e deixar as outras cinco, então houve escolha. A eleição, como é ensinada na Bíblia, significa que Deus fez uma escolha entre os filhos dos homens. No princípio Ele fez Sua escolha sobre certos indivíduos a quem deu Seu Filho, e por quem Cristo morreu como Substituto, e que no tempo certo ouvem o Evangelho e creem em Cristo para a vida eterna.

Ao avaliar, e tentar entender o que faz a eleição; encontra a seguinte definição: Se os homens são escolhidos para a salvação, como afirmam as Escrituras, quem fez a escolha? Deve haver uma seleção ou universalismo. A linguagem das Escrituras parece definir peculiarmente em resposta a esta pergunta. Marcos 13:20 fala do ELEITO, a quem Ele ELEGEU, traduzido em nossa versão: "...por causa dos eleitos que Ele escolheu". A palavra eleição está associada com Deus e não com o homem. 

Deus é quem escolhe. Seu povo são os ESCOLHIDOS e a graça é a fonte. A teologia de que Deus vota a nosso favor, Satanás contra, e que nós damos o voto decisivo é completamente fora dos ensinamentos das Escrituras, e é quase ridícula demais para ser notada. Leia João 15:16, II Tessalonicenses 2:13 e Efésios 1:4. Em uma pregação, 6 Timothy Keller, apresenta que há duas definições para o caminho a Deus, mas, apenas uma está correta. Em sua definição é colocado a palavra “religião”, na qual possui a seguinte definição em Latin; 7 Lactâncio no (século III e IV d.C.) rejeita a interpretação de Cícero e afirma que o termo vem de religare, religar, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus. No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar". Keller apresenta a religião de forma como Calvino as expunha em suas institutas; definindo, que a palavra, “religião”, possui um termo pejorativo quando retratado na Bíblia, mas Calvino a expõe de forma a exaltar a Deus. Keller a expõem pejorativamente a base da “religião”; assim definida pela Bíblia: Eu obedeço a Deus, logo, sou aceito. Já Calvino em sua base para definir essa mesma palavra, a expõem: Eu sou aceito por Deus, por meio da obra de Jesus Cristo, e logo, obedeço; sendo esses princípios completamente opostos, na qual um é: Eu obedeço e Deus me recebe, aceita, abençoa e me leva para o céu. Já sendo o outro: Por causa da obra de Cristo, Deus me recebe, aceita, abençoa e me leva para o céu. Assim eu vivo bem. Um é: Eu vivo bem para ser aceito por Deus, já no outro: Eu sou aceito por Deus e ai eu vivo bem. Essas duas razões, que parecem dois caminhos, sendo apenas um o correto, dá a seguinte definição bíblica: Deus resgata inicialmente o povo do Egito, e logo em seguida os apresenta a lei; sendo o resgate uma obra de eleição de Deus para o seu povo, na qual tendo como gratidão a soberania de Deus por tal salvação a obediência da lei. Com isso conseguimos definir o que Coller fala: 

A santidade não é a causa, mas o efeito da eleição. Fomos escolhidos, não porque fôssemos santos, mas para que fôssemos santos. Efésios 1:4. Como já vimos antes, a eleição não foi feita tendo em vista arrependimento e fé previstos. A eleição é a causa de arrependimento e fé, e não o efeito destas graças. Dizer que Deus escolheu homens para a salvação porque viu que eles se arrependeriam, creriam e seriam salvos é atribuir tolices ao Deus infinitamente sábio. É como se o presidente assinasse um decreto que o sol deverá nascer amanhã, porque ele previu que nascerá; ou como se um escultor escolhesse um pedaço de mármore, porque previu que ele se transformaria na imagem desejada por ele. (COLLER, [S.I.], p. 6).

Ao analisar os fatos, supra citados, juntamente com os comentários de SPENCE, (2000), em seu livro, descreve a eleição à luz do texto bíblico, deforma bastante bíblica e coesa ao citar Rm 9.15: “...Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e me compadecerei de quem me aprouver ter compaixão” 8(Bíblia de Estudo Genebra. 2009, p. 1490). Ele também faz citação de Rm 9.10-13: 9“E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai; porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei Jacó e aborreci Esaú”. 

Ao detalhar, sua argumentação do texto de Rm 9.10-13, SPENCER, demonstra sua definição apresentando uma argumentação, para que possamos entender a eleição dentro de um contexto Bíblico e histórico, sem que seja em nenhum momento distorcido, mas simplesmente com palavras que destaca o texto dentro de sua originalidade; 10Em outras palavra: Sem levar em conta o bem ou o mal em relação aos dois homens (Jacó e Esaú), Deus fez de Jacó o objeto de seu amor e Esaú, o objeto de sua ira. Por que? Para que seu proposito ou plano Divino, de acordo com a eleição (ou escolha de pessoas ou eventos que realizem sua vontade), “ficasse firme”. O Deus das Escrituras não se desculpa pelo fato de ter determinado deixar a maioria dos homens passar a eternidade sob seu juízo, dando-lhes exatamente aquilo que merecem, ao mesmo tempo em que, também, determinou ordenar para a salvação alguns que, igualmente, são merecedores do juízo, porque é de seu agrado agir assim para mostrar sua natureza de graça, misericórdia e amor na presença dos anjos eleitos. Desta forma, podemos concluir, que a eleição a luz do texto Bíblico, demonstram razões e argumentações solidas, para compreender entender e acreditar, que o homem sem a graça Divina de Deus, não possui nenhuma capacidade de escolha, e confiando em Cristo Jesus, como seu único Senhor e salvador, possui a bíblia como a razão para o conforme se ter sido chamado por Deus através da confirmação do Espirito Santo. 11PIPER, (2014) nos dar uma melhor definição:
12Se todos nós somos tão corrompidos que não podemos achegar-nos a Deus sem sermos nascidos de novo pela graça irresistível de Deus, e se esta graça específica foi comprada por Cristo na cruz, então, é claro que a salvação de qualquer um de nós se deve à eleição de Deus. Ele escolhe aqueles para os quais mostraria graça irresistível e para os quais a compraria. 

A eleição se refere à escolha de Deus quanto aqueles a quem salvaria. É incondicional porque não há nenhuma condição que homem tenha que de satisfazer antes de Deus escolher salva-lo. O homem está morto em delitos e pecados. Por isso, não há nenhuma condição que ele possa satisfazer antes que Deus escolha salvá-lo de sua morte. (PIPER, 2014, p. 67).


1 Artigo retirado da internet com as seguintes referência: 7GRAUS. Dicionário Online de Português. [S.I.].: 7Graus, [21-]. Disponível em: <http://www.dicio.com.br/eleito/>. Acesso em 22 de Jan. 2016.
2 Ibid.
3 COENEN, Lothar.: BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2000. 2773p.
4 Ibid., p. 624.
5 COLE, Claude Duvall. A doutrina Bíblica da eleição. [S.I.].: s.n], [21-?].
6 YOU TUBE. A dinâmicas da renovação pelo evangelho. Vídeo (4min24s). Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=tDhs1Wf1cf0>. Acesso em 22 jan. 2016.
7 CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o> Acesso em: 23 jan. 2016.
8 Bíblia de Estudo de Genebra. 2. ed. São Paulo e Barueri: Editora Cultura Cristã e
Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.
9 Ibid.
10 SPENCER, Duane Edward. TULIP; Os Cinco Pontos de Calvino à luz das Escrituras. 2. Ed. São Paulo: Parakletos, 2000.
11 PIPER, John. Cinco Pontos. São Paulo: Fiel, 2014. 123p.
12 Ibid., p. 67.

BIBLIOGRAFIA: 

Artigo retirado da internet com as seguintes referência: 7GRAUS. Dicionário Online de Português. [S.I.].: 7Graus, [21-]. Disponível em: <http://www.dicio.com.br/eleito/>. Acesso em 22 de Jan. 2016.

Bíblia de Estudo de Genebra. 2. ed. São Paulo e Barueri: Editora Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

CALVINO, João. As Institutas. 2. ed. São Paulo: Cultura Crista, 2006.

COENEN, Lothar.: BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2000. 2773p.

COLE, Claude Duvall. A doutrina Bíblica da eleição. [S.I.].: s.n], [21-?].

CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o> Acesso em: 23 jan. 2016.

PIPER, John. Cinco Pontos. São Paulo: Fiel, 2014. 123p.

SPENCER, Duane Edward. TULIP; Os Cinco Pontos de Calvino à luz das Escrituras. 2. Ed. São Paulo: Parakletos, 2000.

YOU TUBE. A dinâmicas da renovação pelo evangelho. Vídeo (4min24s). Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=tDhs1Wf1cf0>. Acesso em 22 jan. 2016.


Autor: Felipe Abreu 



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