Pensamentos

A única maneira de ter um amigo é sendo um.
(Ralph Waldo Emerson)

Sociedade transformada pela política e religião

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015


Sociedade transformada pela política e religião


Para haver uma sociedade transformada, essa transformação deve acontecer interiormente. No livro de Wayne Grudem, ele retrata de forma bastante significativa essa transformação, seria de suma importância que todas as autoridades, que de forma direta ou indireta, possam avaliar de forma bastante objetiva as informações de transformações de uma sociedade, com uma política mais eficaz, por aqueles que se dizem cristãos, ou que de forma filosófica tem o cristianismo como sua bandeira de simpatia, quando se trata de assuntos importantes dentro do contexto familiar.
Entendo que todo o cristão que procura influenciar o governo, precisa lembrar que, para (termos) uma sociedade transformada, precisamos de pessoas inteiramente transformadas; a começar com a mudança interior. Ao aprovar boas leis e ter um bom governo jamais será suficiente para transformar a sociedade. No Antigo Testamento, o povo de Israel tinha boas leis, dadas pelo próprio Deus, mas essas leis não impediam o povo de se desviar e, por fim, de trazer sobre si o juízo de Deus.
Portanto, devemos sempre lembrar que não basta vencer eleições para transformar uma nação, ou cidade, como muitos políticos usam de tal barganha para seus feitos em benefício próprio.
Os cristãos poderiam (pelo menos teoricamente, por aqueles que se dizem) obter influência suficiente para anular a decisão da Suprema Corte sobre assunto que lhe diz a Palavra de Deus e fere a familiar; como o aborto, a fim de conseguir a aprovação de leis contra o aborto, de modo a proteger as crianças não nascidas, e a aprovação de leis em defesa do casamento. Mas, a menos que a mente e o coração das pessoas sejam transformadas, nada disso as impediriam de fazer sexo antes do casamento, de realizar aborto ou de praticar atos homossexuais.
As leis funcionam melhor quando governam pessoas imbuídas de bom caráter moral e boas convicções morais. Se uma sociedade inteira é corrupta, as leis só conseguem refrear os casos mais extremos de pecado, mas não alteram os demais comportamentos. Em um dos comentários de John Adams, um dos presidentes dos E.U.A e um dos Pais fundadores mais importantes, comentou: “Nossa Constituição foi criada para um povo virtuoso e justo. É inteiramente inadequado para governar qualquer outro povo”.[1]

A menos que o país tenha pessoas transformadas, é pouco provável que seja capaz de aprovar leis excelentes ou eleger líderes excelentes. Nenhum candidato pode vencer eleição com uma campanha em favor de “valores  morais no governo” se a população como um todo for desprovida desses valores morais, na qual gostaria de ressaltar um bastante simples e significativo; Dentro dos aspectos sócio econômicos, podemos ver uma abrangência de pontos, que podem ser trabalhados para o bom desenvolvimento; sendo estes pontos observados e trabalhados como: histórico, cultural, político e educacional, onde cada comunidade apresente diferentes tipos de letramentos, bem como seus membros. Ou seja: em sua definição, o letramento possui uma dimensão social.
Dentro deste aspectos, o autor Terzi, diz que:

Sobre a escrita e seu uso em práticas sociais, pois as pessoas, conforme aponta Terzi (2006), sabem reconhecer a função de jornais, revistas, cheques, bilhetes, cartas etc. mesmo sem saber ler e escrever. Desse modo, os alunos que ingressam na universidade, diferentemente do que apontam algumas pesquisas, concluindo que eles “precisam ser alfabetizados no ensino superior”, são sujeitos letrados e que, portanto, trazem para essa esfera concepções de leitura e escrita construídas ao longo do ensino fundamental e médio. Porém, nem sempre, essas concepções são suficientes para que eles se engajem de modo imediato nas práticas letradas do domínio acadêmico, pois, na voz de Machado, Louzada e Abreu-Tardelli (2004), os alunos se veem, nesse novo contexto, obrigados a ler e a produzir textos que não lhes foram ensinados ou apresentados de forma sistemática nas séries anteriores. Um outro agravante é o fato de esses estudantes terem sido submetidos, ao longo de sua trajetória escolar, a um modelo de letramento que não considera a escrita como prática social.[2] (TERZI, 2006)

Podemos observar, que o ponto absoluto, na qual faz com que cada aluno necessite de ser alfabetizado novamente ao entrar em uma faculdade ou universidade conforme definição e explicação do artigo, podemos ver aquilo que foi apresentado, que mais choca e, retarda o nível de evolução de qualquer sociedade, em termo cultural, político, social, acadêmico e muitos outros; onde os estudantes em sua trajetória escolar, não foram submetidos a um letramento digno, sendo a forma de incentivo à leitura, não, é considerado como prática social, dando a se entender, que parte da degradação cultural, política e social estão ligados de forma direta a prática de leitura. (Pense em como teria sido a eleição em Sodoma e Gomorra!). Portanto, é importante que a igreja prossiga com sua tarefa de proclamar o evangelho de Jesus Cristo a fim de mudar o coração e a mente de cada indivíduo. E, a partir do momento em que as pessoas se tornem cristãs, é importante lhes ensinar princípios morais bíblicos que incluam não apenas princípios morais de conduta para a vida individual, mas também princípios a respeito dos papéis e das responsabilidades do governo civil.



Autor: Felipe Abreu  


Bibliografia:

GRUDEM, Wayne, Politica Segundo a Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 2014.

OLIVEIRA, Eliane Feitosa. Letramento Acadêmico: Principais abordagens sobre a escrita dos alunos no ensino superior. São Paulo: UNICAMP, [21-?]. Disponível em: <http://www.ichs.ufop.br/memorial/trab2/l113.pdf>. Acesso em 09 dez. 2015. p. 2.

TERZI, S.B. A construção do currículo nos cursos de letramento de jovens e adultos não escolarizados, 2006. Disponível em: <http://www.cereja.org.br/arquivos/uploads/sylviaterzi.pdf>. Acesso em: 09 dez. 2015.

The Works of John Adams, Second President of the United States, Charles Francis Adams, org., Boston: Little, Brown, 1854, IX:229, 11 de outubro de 1798.

    




[1] The Works of John Adams, Second President of the United States, Charles Francis Adams, org., Boston: Little, Brown, 1854, IX:229, 11 de outubro de 1798.
[2] Referência retirado do artigo de: OLIVEIRA, Eliane Feitosa. Letramento Acadêmico: Principais abordagens sobre a escrita dos alunos no ensino superior. São Paulo: UNICAMP, [21-?]. Disponível em: <http://www.ichs.ufop.br/memorial/trab2/l113.pdf>. Acesso em 09 dez. 2015. p. 2. Aonde estão citadas a bibliografia de Terzi: (TERZI, S.B. A construção do currículo nos cursos de letramento de jovens e adultos não escolarizados, 2006. Disponível em: <http://www.cereja.org.br/arquivos/uploads/sylviaterzi.pdf>. Acesso em: 09 dez. 2015).

0 comentários:

Receba atualizações por e-mail

 

Copyright © Vivendo o IDE All Rights Reserved • Design by Dzignine
best suvaudi suvinfiniti suv