Pensamentos

A única maneira de ter um amigo é sendo um.
(Ralph Waldo Emerson)

UMA BREVE LEITURA HISTÓRICA, EXEGÉTICA E TRINITÁRIA DO LIVRO DE ESTER, APLICADA AO EVANGELHO DE JOÃO

quarta-feira, 29 de julho de 2015









UMA BREVE LEITURA HISTÓRICA, EXEGÉTICA E TRINITÁRIA DO LIVRO DE ESTER, APLICADA AO EVANGELHO DE JOÃO




Introdução exegética do livro de Ester, aplicada ao Evangelho de João: Uma análise sintética dos principais fatos e acontecimentos.
Trabalho desenvolvido sobre o livro de Ester, com ênfase no desenvolvimento e aplicação de princípios dentro do Evangelho de João, com algumas análises exegéticas.



FELIPE ABREU


CONTAGEM
2015




INTRODUÇÃO
5
TEMA
6
OBJETIVO
6
1 – APRESENTAÇÃO DO CONTEXTO HISTÓRICO DA VIDA DE ESTER
7
1.1 TÍTULO E AUTOR
7
1.2 DATA E CONTEXTO
8
1.3 CENÁRIO POLÍTICO
8
1.4 CENÁRIO RELIGIOSO
9
1.5 DATAS RELEVANTES NA HISTÓRIA DE ESTER E OUTROS APONTAMENTOS CRONOLÓGICOS
10
2 – CONTRIBUIÇÕES RELEVANTES DO LIVRO DE ESTER
12
2.1 CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS DO LIVRO DE ESTER
12
2.2 O LUGAR DA HISTÓRIA DE ESTER DENTRO DO JUDAÍSMO: CONTRIBUIÇÕES
12
2.3 A GRANDEZA DE MORDEQUEU
13
2.4 ARGUMENTOS CONTRA A HISTÓRIA DE ESTER
13
2.5 A FORTE PRESENÇA DE DEUS NO LIVRO DE ESTER
14
2.6 O AUTO-CONTROLE COMO MARCA DA FORTE PRESENÇA DE DEUS E DE JESUS
15
3 – ANÁLISE EXEGÉTICA
17
3.1 O SILÊNCIO DE DEUS
17
3.2 EXEGESE DA PRESENÇA DE DEUS NO LIVRO DE ESTER CAPÍTULO 4 VERSÍCULO 14
18
3.3 O NOME DE DEUS E DO ESPÍRITO SANTO
19
3.4 CRISTOLOGIA EM ESTER
21
4 – A TRINDADE NO LIVRO DE ESTER E A LIGAÇÃO COM O EVANGELHO DE JOÃO
26
4.1 ENTENDENDO A LIGAÇÃO PROPOSTA E O PORQUE DESTA LIGAÇÃO
26
4.2 A TRINDADE E O ANTIGO TESTAMENTO
27
4.3 AS MANIFESTAÇÕES CRISTOLÓGICAS E TRINITÁRIA DO EVANGELHO DE JOÃO MANIFESTAS NO LIVRO DE ESTER
29
CONCLUSÃO
31
BIBLIOGRAFIA
35







UMA BREVE LEITURA HISTÓRICA, EXEGÉTICA E TRINITÁRIA DO LIVRO DE ESTER APLICADA AO EVANGELHO DE JOÃO



INTRODUÇÃO
O livro de Ester
[1]No cânone bíblico, o livro de Ester vem após o livro de Neemias, contudo os eventos descritos no livro de Ester datam de cerca de trintas anos antes daqueles descritos em Neemias.
  • O primeiro grupo de judeus volta a Jerusalém em 538 a.C. Vinte anos depois, o Templo teve sua reconstrução concluída (Esd 1-6).
  • A história de Ester desenrolou-se cerca de 40 anos depois de o Templo ter sido reconstruído. Ela tornou-se rainha da Pérsia em 478 a.C. e salvou os judeus de serem massacrados em 473 a.C.
  • Quinze anos depois de a rainha Ester ter livrado os judeus, Esdras foi para Jerusalém (458 a.C.) e, treze anos [R1] depois, Neemias reconstruiu os muros de Jerusalém.
Um fato bastante curioso quanto à história narrada em Ester é que há indícios de que Ester possibilitou a obra de Neemias. O casamento forçado de Ester com o rei deve ter trazido aos judeus grande prestígio. É impossível adivinhar o que poderia ter acontecido com a nação dos Hebreus se Ester não tivesse entrado em cena. Não fosse ela, Jerusalém talvez nunca fosse reconstruída, e a história a ser contada às eras futuras certamente seria diferente.
O livro de Ester não é simplesmente uma história com uma lição moral. Ele diz respeito a um evento histórico importantíssimo, pois descreve como a nação dos hebreus foi salva do aniquilamento nos tempos que se seguiram ao cativeiro babilônico. Se a nação dos hebreus tivesse sido aniquilada 500 anos antes de Cristo vir ao mundo, a história universal teria seguido um curso muito diferente: sem a nação dos hebreus, não haveria o Messias, e sem o Messias, o mundo estaria perdido. Essa belíssima moça judaica, de épocas passadas, desempenhou um papel chave na preparação do caminho para a vinda do Salvador do Mundo, embora ela mesma não tivesse consciência disso.

TEMA
A contínua solicitude do Deus de Israel, mesmo na dispersão dos judeus, a maneira soberana como Ele atuou na história de Ester e como esse estudo pode ser aplicado ao Evangelho de João.

OBJETIVO
  • Desenvolver e mostrar uma apresentação histórica e exegética do livro de Ester com aplicações no[R2]  Evangelho de João;
  • Enfocar o nome de Deus e sua manifestação, retratando a forma como a nação de Israel foi subjugada e posteriormente prevaleceu através das mãos da uma rainha que confiou na soberania de Deus.
O objetivo histórico desse livro foi, evidentemente, encorajar os judeus dispersos por todo o império através da história do contínuo interesse e presença do Senhor na história da nação de Israel, ainda que Ele não se apresentasse de forma visível e que os judeus estivessem longe do Templo de Deus, em Jerusalém. Apesar do nome do Senhor não ser mencionado, sua divina direção faz-se presente em todo o livro.
Houve também o objetivo religioso do livro de Ester, pois era necessário dar uma explicação autêntica da origem da festa judaica do Purim - uma festa especialmente cara aos judeus da dispersão. (ELLISEN, 2007).






1 – APRESENTAÇÃO DO CONTESTO HISTÓRICO DA VIDA DE ESTER

1.1 Título e Autor

Embora o autor do livro de Ester seja desconhecido, o seu interesse pela origem e a observância da festa de Purim, o seu profundo nacionalismo e o grande conhecimento dos costumes, da geografia e da corte persa sugerem que se trata de um judeu persa que morava em Susã.
·         O título decorre da figura central do livro. “Ester” (estrela) era seu nome persa, e “Hadassa” (murta) era seu nome judeu[2].
·         Ester é um dos dois livros do Antigo Testamento que levam o nome de uma mulher[3]:
a)    Rute, gentia, que se casou com um rico judeu de linhagem real da promessa, Boaz[4].
b)    Ester, judia que se casou com um rico gentio da realeza, Xerxes[5].
Desde os tempos antigos, Mardoqueu tem sido considerado o autor provável; entretanto, Esdras e Neemias também tem sido sugerido como possíveis autores. O último capítulo parece desqualificar Mardoqueu, embora poderia ter sido escrito por um redator, como Esdras. Todavia, o estilo com que o livro foi escrito não parece ser de Esdras ou de Neemias[6].
Embora o autor seja desconhecido, é evidente, que ele, ou ela, conhecia bem os costumes e a corte da Pérsia e tinha talento dramático. O Talmude atribui a autoria de Ester à “Grande Sinagoga”, cujo provável presidente, Esdras, poderia ter colaborado no livro[7].   

 

1.2 Data e contexto

A data mais antiga possível para a composição do livro é algum tempo depois dos acontecimentos que ele descreve, durante o século 5 a.C., e a data mais recente possível é o do século 1 a.C. O final do século 5 ou início do século 4 é a data geralmente mais aceita pelos estudiosos, que apontam tanto para evidência linguística quanto para fatores como a postura favorável do autor com relação ao rei persa e ao gentio em geral como provas de uma data mais antiga. Alguns estudiosos acreditam que a ausência da influência da língua grega sugere fortemente uma data anterior a 331 a.C., Quando o Império Persa foi tomado por Alexandre, o Grande.      

1.3 Cenário político
   
Governador persa. Sob o reinado de Xerxes, o Império Persa chegou ao auge do poder. Esse rei foi governante persa que promoveu uma expedição gigantesca contra a Grécia em 480, tentando realizar o que seu pai, Dario, não conseguira em 490, isto é, conquistar anexar a península grega ao Império Persa. Embora tenha capturado Atenas (Saqueado a cidade e destruído Acrópole), sua esquadra foi derrotada perto da ilha de Salamina e voltou à Pérsia. Essa derrota ocorreu entre Ester 1 e 2.
1.    Capital Susã (Lírios) era uma das três capitais mantidas pela Pérsia, As outras eram Babilônia, na Mesopotâmia, e Persépolis, na parte sudeste da Pérsia. Susã era considerado residência real de verão.
2.    Os judeus dispersos regressados da palestina 60 anos antes, com Sesbazar (e Zerobabel), muitos ainda estavam dispersos por todo o império. Sob domínio persa, receberam bom tratamento, aprenderam aramaico e economia, e sofreram poucas restrições[8].
3.    Os persas tomaram o aramaico como idioma oficial do império para o comércio e política, pois já se tinha tornado a língua franca[9].

Esse tipo de sabedoria e literatura era comum na maioria das nações antigas, como a Babilônia, o Egito, Edom e a Fenícia. Todas tinham seus "homens sábios". O homem sábio de Israel, Salomão, foi o mais sábio de todos, conforme reconhecimento da rainha Sabá (1Rn 4.34; 10.6,7), e pessoas de todas as nações vinha abeberar-se em seus ensinos. Diz-se que Salomão preferiu 3 mil provérbios a respeito de muitas áreas da vida, muito mais do que os 800 incluídos no livro de Provérbios.


1.4 Cenário religioso   

Foi uma época de pequenos progressos espiritual, de forte tendência de amálgama com a cultura circundante e de indiferença generalizada, embora estivesse curado da idolatria dos deuses de pedra e madeira.

1.    A religião dos judeus dispersos. O zoroastrismo era a religião incentivada pelos governantes persas, nome derivado de Zoroastros (treinador de camelos).[10]
2.    Um dos principais motivos na qual os judeus adoravam ao seu Deus; segue o seguinte fato: era uma religião aparentemente dualista, tolerante para com os deuses “beneficentes e verdadeiro”, mas não com “maldosos e falsos”. Portanto, embora expressas sem grande consideração e bondade para com os adoradores dos bons deuses, podia tornar-se muito perversos para com os outros. Como os judeus do império eram considerados adoradores de bons espíritos, foram não apenas tolerados como auxiliados e subsidiados na reconstrução de sua instituição religiosa.

1.5 Data relevantes na história de Ester e outros apontamentos cronológicos





2.1 Contribuições Especiais do livro de Ester

Conforme descrito por Stanley em seu livro, essas contribuição são apresentadas com valores relevantes para a que possamos compreender o Anti-Semitismo, nos dando maios ênfase dentro do contesto histórico dos acontecimentos do livro de Ester.

Semente do Anti-Semitismo:
Esse preconceito contra os judeus pode variar da antipatia até o ódio violento. O anti-semitismo foi expresso pela primeira vez no livro de Ester. O anti-semitismo difere do anti-judaísmo por ser um preconceito irracional contra a raça, e não apenas contra o povo faz ou pensa. O anti-semitismo julga os judeus pelo “crime” de ser judeu; o anti-judaísmo condena o povo judeu por aquilo que faz ou pelo “crime” de ter crucificado Jesus. O anti-judaísmo pode ser aplacado (por conversão ou outros atos), o que não acontece com o anti-semitismo.  O livro de Ester apresenta ambos. Hamã era anti-semita, tinha ódio racial contra os judeus (3.6).[12]  



2.2 O lugar da história de Ester dentro do judaísmo: contribuições.

Esse livro tem estado nos dois extremos de julgamento: O mundo judaico tem-no na mais alta estima; perde somente para os livros de Moisés. Além de o lerem anualmente por ocasião da festa de Purim, eles o tem lido e reverenciado em todo o mundo, nas inúmeras ocasiões semelhantes de opressão e nas ameaças de aniquilamento[13].



2.3 Grandezas de Mardoqueu.

[14]Embora José e Daniel tenha governado império do mundo como vice regentes, nenhum líder judeu jamais governou um império tão imenso como fez Mardoqueu. Aliás, esses três governantes israelitas tiveram certas singularidades em comum:
a)    Foram judeus exilados que tiveram uma vida devota em terras estrangeiras.
b)    Sofreram nas mãos dos inimigos invejosos que planejava mata-los.
c)    Vieram de posição humilde.
d)    Chegaram ao poder repentinamente após o cumprimento fiel de tarefas humildes.
e)    Foram usados para preservar o povo de Deus em tempos de opressão ou cativeiro.
f)     Foram usados para salvar e abençoar aos reis a quem serviam.
g)    Exemplificaram o modo como Deus abençoa os filhos de Abraão quando amaldiçoados por seus inimigos: não por retaliação, mas por meio da confiança e do serviço fiel.

2.4 Argumentos contra a historicidade de Ester.

As dúvidas iniciais acerca de canonicidade por parte tanto dos judeus como de cristãos surgiram não de questões histórica do livro, mas do fato que ele parece uma história totalmente secular, com pouco valor religioso ou espiritual. Enquanto o nome do rei da Pérsia e mencionado 190 vezes nos seus 122 versículos, o nome de Deus não ocorre uma única vez no começo nem no fim. Tão pouco são mencionados lei ou alianças. Há pouquíssima atividade religiosa mencionado no livro, apenas o jejum. Muito judeu obviamente considera essa ausência de nome de Deus inaceitável, e assim foram feitos vários acréscimos em diferentes passagens do texto, entre eles orações atribuídas a Mardoqueu e a Ester, um sonho que Mardoqueu teve e a sua interpretação. “Bíblia de Jerusalém”. Esses acréscimos tentam acrescentar valores religiosos ao livro ao introduzir Deus diretamente na história.

Muitos acreditam que pelo fato no nome de Deus não aparecer no livro, se retrata a festa de Purim, na qual a bebida em abundancia fazia parte da festividade; fazendo com que o verdadeiro nome de Deus não fosse citado. Uma segunda linha, afirma que o nome de Deus não era citado, uma vez que a história foi desenvolvida na Pérsia logo depois que o autor dos eventos descritos no livro e seu autor não queria desperta o ódio dos persas que adoravam Ahura Mazda mencionando o nome de Javé.
Em vários aspectos, essa dúvida a respeito do valor religioso de Ester é superficial, pois, mesmo que Deus não seja chamado pelo nome, o livro apresenta uma fé bastante profunda na providencia.  A mão de Deus na história está lá, mesmo que não se encontre o nome de Deus.
Todo o Cap. 6 aponta da mesma forma para a mão de Deus, Naquela noite crucial, “aconteceu” que o rei não consegue dormir, “acontece” que ele quer ver os arquivos reais, “acontece”, que, entre todos os registros, o relato em que Mardoqueu salvou a vida do rei é lido, e aí, “acontece” que Hamã está cedo no pátio. Tudo isso pode ser descartado como coincidência por algumas pessoas, mas só pode ser considerado como providencia de Deus pelo autor e pela maioria dos seus leitores. Ou seja não há necessidade de chamar sua atenção para óbvio.          

2.5 A forte Presenças de Deus no livro de Ester.

Embora seja verdade que não há referências diretas a observância religiosa no livro, precisamos observar que, ao conclamar um jejum antes da entrada na presença do rei, Ester está explicitamente pondo seu caso nas mãos de Deus. Esse jejum, a ser observado não somente por ela, mas por todos os judeus em Susã, certamente também incluía a oração a Deus. Mardoqueu deve conclamar um ato de reconhecimento público da sua dependência de Deus.
Subjacente a todo o livro, está uma confiança fundamental em Deus, e as personagens principais do livro são apresentadas como pessoas que dependem de Deus e conscientemente reconhecem essa dependência dele. Isso é suficiente para conferir profundo valor religioso ao livro. Um livro não precisa estar repleto de referencia a Deus e de observâncias religiosas para ter significado religioso. As histórias mais marcantes marais não precisam de moralização. Os vários acréscimos, embora certamente bem-intencionados em acrescentar valor religioso ao livro, não acrescentam nada.       

2.6 O auto-controle como marca da forte presença de Deus e de Jesus.
Encontroamos no livre, de Ester, nos seguintes capítulos do auto controle exercido pelo povo judeu aos se defenderem contra aqueles que exerciam o anti-semitismo.

Reuniram-se os judeus que se acharam em Susã também no dia catorze do mês de adar, e mataram em Susã a trezentos homens; porém no desposo não tocaram. (Ester 9.15 ARC)

Ao avaliarmos o contesto, encontramos no texto de Ester 9.13-14, que Ester havia solicitado ao rei, que desse mais um dia, para que todos os judeus de todas as províncias pudessem defender-se dos seus opressores; foi avaliado pelo que e concedido mais esse pedido a rainha Ester, na qual o rei possibilitou que os judeus poderia tomar como propriedade as posses dos seus opressores com esse revogação de mais um dia. O texto vai demonstrar que o judeus se defenderam, mas não o fizeram sem usar o auto controle. Eles se restringiram deliberadamente do saque dos bens pertencentes ao mortos – não podemos dizer que eles matam mulheres e crianças, mas, em vez disso deixaram as propriedades para elas.

Também os demais judeus que se achavam nas províncias do rei se reuniram para se porem em defesa da sua vida e tiveram repouso dos seus inimigos; e mataram dos seus aborrecedores setenta e cinco mil; porém ao despojo não estenderam a sua mão. (Ester 9.16 ARC).

Como descrito por Swindoll (2014), os judeus tinham permissão a qualquer hora para revidar sem reservas, em retaliação. Fica, entretanto, claro que aplicaram o que podemos chamar de autocontrole. Os judeus certamente se defenderam dos inimigos, aqueles que tentaram exterminar sua raça; mas resistiram a tentação de cometer atos extremos que levassem ao mesmo valor de violência, que Hamã havia preparado para todos os judeus. Eles haviam sido autorizados pelo rei a tirar proveito material da derrota dos inimigos, na qual de forma sublime e sobrenatural com a ação de Deus, negaram-se porém a isso. Podemos avaliar que os judeus, não somente dominaram sobre os inimigos, como também dominaram a si mesmo. Ao avaliar essa situação, podemos ver a liberdade do Cristão hoje; o que precisamos fazer é olhar através das lentes da Escritura para a atitude de Deus quanto a retaliação, como visto em Romanos 12. “Em certo sentido o Cristão pode se torna um criatura perigosa” (Swindoll, 2014, p. 197).   Se um cristão se apossar da graça de Deus e ao passar do tempo ou circunstância fazer com que ela venha se deteriorar, cuidado! Devemos ter auto controle ou podemos facilmente levar o corpo de Cristo ao caos. Aos analisarmos que Paulo escreve aos Gálatas: Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. (Gl 5.13 ARC). Assim sendo todo cristão e judeu, deve lembrar –se de três fundamentos baseados em Romanos 12:
Primeiro: compreender, assim como aquele povo, que estava sofrendo retaliação que devemos ser diferentes do mundo, independente de nossa vontade no momento. Com isso conseguimos avaliar que sem a ação eficaz de Deus nas ações do ser humano, é impossível fazer com que eles tivessem reação inversa e de forma desproporcional.  

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Rm 12.1-2 ARC).

Segundo: entender, que somos membros da mesma família. Não é possível controlar os sentimentos de todos ao mesmo tempo, mas nos tornamos membro do corpo de Cristo, fazendo com que todo o corpo haja em sintonia. Não conseguimos lhe dar com esse tipo de autoridade, mas sim Deus, quando entregamos a ele nossas represálias pessoais, nossos sentimos de vingança e retaliação. Dessa forma o povo fez o que era de suma importância; agir de conformidade, na qual o próprio Deus capacita-los a ter domínio próprio.  

Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. 4Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, 5assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. (Rm 12. 3-5 ARC).

Terceiro: O Senhor é meu defensor; quanta ponderação podemos encontrar neste versículo. O povo ao se defender, não levou a cabo sua própria vingança, mas deixou com que Deus fosse o seu defensor.   

A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas perante todos os homens. 18Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. 19Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. 20Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. 21Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. (Rm 12.17-21 ARC).




3.1  O Silêncio de Deus
Ao avaliarmos o silêncio de Deus durante o período Interbíblico juntamente com à apresentação de Tognini (2009), encontramos referencias para entender, que a ausência da apresentação do nome, de Deus no livro de Ester, não determina necessariamente que o nome “Dele” não esteja; quando apresentamos suas ações através de história e sua soberania. [15]A Bíblia apresenta Malaquias como o último profeta do Antigo Testamento. Sua voz foi a última usada por Deus no cânon da Antiga Dispensação. Sua profecia termina com a promessa da ― “vinda de Elias”, uma referência a João Batista, que exerceria um ministério semelhante ao de Elias. Deus encerra temporariamente suas atividades de revelação especial ao homem, deixando o mundo na expectativa do precursor do Messias. João Batista seria a ― “Voz do que clama: Preparai o caminho do SENHOR no deserto; endireitai ali uma estrada para o nosso Deus” (Is 40.3).
Depois de Malaquias, não temos mais registros da revelação de Deus até a vinda do Precursor. O silêncio divino é uma das contribuições para preparar o mundo para o advento de Jesus. Nesses 400 anos de silêncio divino ocorrem milhares de acontecimentos que, somados, preparam o século em que Jesus nasceu.

3.2  Exegese da presença de Deus em Ester Capitulo 4:14.

Como podemos notar o nome Ester e Marduqueu; algumas pessoas se incomodam com o fato de os nomes serem semelhantes aos dos deuses babilônicos “Istar” e “Marduque”. Isso não deveria causar espanto, pois são nomes dados no cativeiro. Dessa forma podemos entender que antes do reinado do Xerxes ou Assuero, Marduqueu um dos cativos trazido pelo rei Nabucodonosor de Jerusalém juntamente com a tribo de Benjamim e muito outros, sabia claramente a respeito da história do profeta Jeremias e suas predições, uma vez que o povo de Jerusalém sabia que seus pecados e desvios a Deus os fizeram cativos. A definição no versículo 14 do livro de Ester, podemos ver a descrição quando Mardoqueu fala que levantara para os judeus “Salvação e libertação”; palavra essa tratado no original como: יֵשַׁע (yesha) Salvação, יְשׁוּעה (yshua) e חְּשׁוּעָה (tshua). Yasha[16] e seus derivados são usados 353 vezes. Em árabe o sentido da raiz é “alargar” ou “tornar suficiente”; essa raiz está em contraste com tsarar, que tem a ideia básica de “estreitar” e significa “estar limitado” ou “afligir”. Aquilo que é largo da ideia de liberdade de opressão e capacidade de atingir os próprios objetivos. Para ir da aflição para a segurança é preciso haver livramento. [17]Em geral o livramento deve vir de algum ponto exterior ao da parte oprimida. No AT os vários tipos de aflições, tanto nacional quanto individual, inclui inimigos, catástrofes naturais, tais como pragas e fome, e enfermidades. Aquele que traz livramento é conhecido como “salvador”. A palavra pode, no entanto, ser usado no dia-a-dia sem ênfase teológica exageradas; por exemplo, junto ao um poço Moisés salvou as filhas de Ruel de serem expulsa por pastores (Ex 2.17). Mas de um modo geral, no AT o vocábulo possui um forte significado religioso, pois foi YAHWEH que operou o livramento. Por isso que afirma que “Deus é a nossa salvação” Sl 68.19. Embora fosse possível a salvação vir através de um agente humano, ela aconteceria apenas porque Deus dava poderes ao agente.

3.3 O nome de Deus e Espírito Santo

  WTT Esther 4:14 כִּ֣י אִם־+הַחֲרֵ֣שׁ תַּחֲרִישִׁ֘ יָ+בּ+עֵ֣ת הַ+זֹּאת֒ רֶ֣וַח וְ+הַצָּלָ֞ה יַעֲמ֤וֹד לַ+יְּהוּדִים֙ מִ+מָּק֣וֹם אַחֵ֔ר וְ+אַ֥תְּ וּ+בֵית־+אָבִ֖יךְ תֹּאבֵ֑דוּ וּ+מִ֣י יוֹדֵ֔עַ אִם־+לְ+עֵ֣ת כָּ+זֹ֔את הִגַּ֖עַתְּ לַ+מַּלְכֽוּת׃[18]


רֶ֣וַחAlivio[19], vento[20] espirito[21]
וְ+הַצָּלָ֞ה Libertação[22], Fuga[23]

Essas duas palavras são tratadas no texto de Ester com grande ênfase, para que possamos trabalhar e encontrar o verdadeiro significado delas.
1-    A palavra רֶ֣וַח pode exibir uma ampla gama de sentidos. O “sopro” de Deus pode ser um vento forte (Is 40.7;59.19 cf. Nm 11.31) O seu “espírito” pode designar não mais que poder ou tendência ativa (Is 40.13, quem guiou o espírito [intenção] do Senhor”, ou “quem conheceu a mente [intenção] do Senhor”, como aparece na LXX e em 1 Co 2.16). Na maioria da vezes, contudo, o contexto aprova, e a analogia do NT apoia fortemente a ideia de que o rûah YHWH é o Espírito Santo, “no mais pleno sentido cristão”.
2-    הַצָּלָ֞ה no AT na LXX sozo nada menos do que 15 vbs.heb. diferentes, mas o mais importante são YASA, que se emprega para “libertar” e “salvar”. O substantivo SOTERIA, que também é comum especialmente nos livros históricos, e em Jó, Salmos e Isaías, representam 6 formações de heb. Diferentes, mas têm conexão principalmente com o veb. YASA.
3-    Sozo e Yasa: podemos ver através da história o significado dessas duas palavras; A libertação pode ser realizada através de homens, a palavra YASAH; Js 6:25 podemos ser o alívio de uma cidade cercada (1 Sm 11:3) ou socorro na batalha (Jr 12:2-3), embora a intervenção humana não exclua necessariamente a intervenção de Javé em última análise, e às vezes os homens são incapazes de salvar (Jr 14.9; Os 13:10). Os juízes, os nazireus e especialmente os reis, que tinham a tarefa de liberta Israel, no AT podemos ver a limitações humanas. “Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo que está contigo, para eu dar os medianitas em suas mãos; afim que Israel não se glorie contra mim, dizendo: “A minha própria mão o livrou” (Jz 7:2; v.7). É mediante o poder e o nome de Javé que Israel conquistou a terra e foi salva dos seus inimigos (Sl 44.[43]:3,67). Em última análise, a vitória na batalha é obra de Javé.

a)    O verbo YASA se destaca especialmente nos Salmos, onde os homens olham para trás, para a libertação dos inimigos e aflições, e também para frente, para semelhante libertação futura, frequentemente, o Salmista exclama: “hôsi ah”, “Salva!” ou “Socorro!” (Sl 12[11]:1; 20[19]:9; 60[59]:5;86[85]:16.

b)    Aqui talvez podemos dizer que a palavra salvação e libertação possui significado terrestre e histórica; podemos sugerir que essas palavras; raras vezes, ou talvez nunca, expressa exclusivamente um estado espiritual: seu significado comum no heb. é o de um livramento material acompanhado por bênçãos espirituais (Is 12.2; 45:17).

c)    A raiz do veb. “Yasa” e o nome divino combinam em nomes próprios que celebram Javé como libertador; podemos ver isso aos nomes de Isaías (Heb. Yesayahu, e mais tarde “Salvação de Yah”) que era o nome dado ao profeta (Is 1:1; 2 Rs 19:2 etc) e vários outros (1 Cr 25:3, 15; 26:25); Josué (Heb. yehosua, e mais tarde yesua, “Yah” ou “Javé e Salvação”. Entre esses nomes havia diversos outros como: Davi, Oseias o sucessor de Moises, Josué o último rei de Israel (2 Rs15:30) os profetas e vários outros líderes. Em alguns casos as pessoas com nomes semelhantes era uma testemunha viva do poder salvífico de Javé; em outro, a vida era uma negação do nome. O nome de Jesus deriva de Josué. Com isso podemos definir que o tio e primo de Ester; Mordacai conhecia pelo nome as principais definições e história de Deus, por pessoas que passaram antes dele e deixaram marcas positivas. Por isso que ele confia em um Salvador para livra o povo.         


3.4 Cristologia em Ester. 

Quando a palavra “Salvação” é trabalhada no Grego temos que entender primeiramente que no Grego todo o substantivo possui uma forma chamada de declinação; ou seja, suas palavras são declinadas para que possamos dar sentido ao texto bíblico e melhor interpretação. Como no português. Segue abaixo uma pequena definição sobre declinação, para que possamos dar mais entendimento a respeito do que será tratado:

1. DECLINAÇÃO: é a mudança que ocorre na forma dos substantivos (incluindo pronomes, adjetivos e verbos no particípio) com o propósito de indicar sua relação com o resto da sentença. Há 3 declinações em grego. A primeira, com a predominância do “a” – e por isso chamada de declinação “a”, a segunda em “o”; e a terceira com predominância de consoantes. Porém, aprenderemos em primeiro lugar a Segunda Declinação por razão de conveniência, por ser mais fácil. Os substantivos, no grego, têm gênero, número e caso. Vejamos:

2. GÊNERO: existem 3 gêneros: masculino, feminino e neutro. Os gêneros devem ser decorados juntamente com a palavra. Quase todos os substantivos da Segunda Declinação terminados em “ος” são masculinos; e em “ον” são neutros. O gênero é indicado no vocabulário (e também nos dicionários) pelo artigo posto em frente à palavra. O artigo masculino é “o”, o feminino “η” e o neutro é “το”. Exemplos: δουλος, o (masculino); γραφη, η (feminino); δωρον, το (neutro). OBSERVAÇÃO: em grego não há artigo indefinido, nem no singular, nem no plural. Assim, αδελφος pode significar “irmão” ou “um irmão”. No entanto, existe o artigo definido, e quando este aparece à tradução no Português também deve contar o artigo definido. Assim, ανθρωποι significa “homens” ou “uns homens”, mas não pode ser traduzido por “os homens”.

3. NÚMERO: como no Português, existem 2 números (singular ou plural). Verbos concordam com o sujeito em número. Vejamos:

δουλος λυει = um servo/escravo está soltando/destruindo.
δουλοι λυουσι = uns servos/escravos estão soltando/destruindo.

4. CASO: é a função que um substantivo (declinado) exerce na sentença. Caso é uma questão de função; declinação é uma questão de forma. Existem 5 casos: Nominativo, Genitivo, (Ablativo, Locativo, Instrumental); Dativo, Acusativo e Vocativo. Como exemplo, vejamos a declinação de ανθρωπος (homem).





Singular
Plural
Nominativo
ανθρωπος
um homem
ανθρωποι
uns homens
Genitivo
ανθρωπου
de um homem
ανθρωπων
de uns homens
Dativo
ανθρωπω
para; a um homem
ανθρωποις
para; a uns homens
Acusativo
ανθρωπον
um homem
ανθρωπους
uns homens
Vocativo
ανθρωπε
ó, homem!
ανθρωποι
ó, homens!


a) Nominativo: O sujeito de uma sentença aparece sempre no Nominativo. Assim, αποστολος γινωσκει significa “um apóstolo conhece (está conhecendo)”.

b) Genitivo: Expressa possessão, bem como origem ou derivação. O Genitivo tem outros usos, os quais deverão ser aprendidos por observação; mas por enquanto, iremos ficar com estes dois usos principais. Ex: δουλος αποστολου γραφει – “um servo de um apóstolo escreve/está escrevendo”. λογοι αποστολων  – “umas palavras de uns apóstolos”.

c) Dativo: É o caso do objeto indireto, ou seja, a quem a ação do sujeito se refere. Ex: ανθρωπος γραφει αδελφω – “um homem está escrevendo/escreve para um irmão”. O Dativo (como o Genitivo), também tem outras funções que deverão ser aprendidas posteriormente.

d) Acusativo: É o caso do objeto direto, ou seja, sobre quem a ação do sujeito. Ex: αδελφος γραφει λογους ανθρωπω – “um irmão está escrevendo umas palavras para um homem”.

e) Vocativo: É o caso de invocação ou exclamação. ανθρωπε – “ó, homem!” ou “homem!”. O Vocativo plural em todas as declinações é semelhante ao Nominativo plural.

Como podemos ver logo acima as definições a respeito de declinação no grego, vamos trabalhar a palavra “Salvador” – σωτήπ, σωτηρος, . Na qual mesmo sendo um substantivo não pode ser diminuída ou declinada. Quando Salvador é utilizado no NT, sua conotação tornasse a mesma utilizada no AT.
σωτήπ ocorre 24 vezes no NT, sendo 16 desta ocorrência aplica-se a Cristo. E nunca se emprega para homens comuns.
Com isso entendemos que quando a Bíblia boi trabalhada para LXX ou seja traduzida para todo o grego, sua função de “Salvação” permanece o mesmo, ainda que sua definição esteja no hebraico. Mas quando transcrita para LXX ela mantem seu significado sem nenhuma declinação, sendo o substantivo inalterado. Quando tratado a palavra: יֵשַׁע )yesha) – Salvação, livramento o seus derivados são usados mais de 353 vezes. Vamos entender os tipos de salvação:
Segue a declinação de σωτήπ:


Singular
Plural
Nominativo
σωτήρ
Uma salvação
σωτῆρες
uns salvadores
Genitivo
σωτήρ
de uma salvação
σωτῆρες
de umas salvação
Dativo
σωτῆρος
para; a uma salvação
σωτήρων
para; a umas salvações
Acusativo
σωτῆρι
Uma salvação
σωτῆρσι
Umas salvações
Vocativo
σωτῆρα
a, salvação!
σωτῆρας
a, salvações!


a)    O significado Espiritual: O verbo “Salvar” desenvolveu um significado teológico de que Deus salva mediante o perdão dos pecados e a transformação do carácter da pessoa. Ex: (Ez 37.23). Davi percebeu essa realidade e orou: “Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação (Sl 51.14). (GLEASON.L; ARCHER; BRUCE; WALTKE, 1998).  

b)    Salvação e Justiça: Todos os feitos salvadores de YAHWEH fundamenta-se na justiça, refletidos no fato de que justiça e salvação são muitas vezes paralelos (Is 51.8). Embora cada ato de livramento contenha um elemento de juízo, aqueles que são julgados são culpados e, por isso merecem a justiça (Sl 76.8). (GLEASON.L; ARCHER; BRUCE; WALTKE, 1998).  

c)    Carácter de Deus: A salvação realizada por Deus revela o seu reinado universal (Is 33.22) seu reúno sobre o mundo inteiro permite-lhe operar a salvação para quem ele quiser. Ademais podemos ver que a salvação demonstra que Deus é um testemunho que Ele se importa com seu povo. A salvação brota do seu amor. (Dt 7.7). A salvação também dá testemunho da presença ativa de Deus entre seu povo e com seus lideres. Muito que foram comissionados com uma tarefa receberam a promessa de sua presença de um modo especial. (GLEASON.L; ARCHER; BRUCE; WALTKE, 1998).  
d)    Preparo e resposta do povo: O arrependimento e confiança – É preciso preparar-se para receber /a salvação de Deus. Quando aflito, a pessoa deve buscar a Deus em oração; isso foi um dos requisitos que Ester solicitou ao seu tio, para que todos estivesse orando e jejuando. Uma vez que a pessoa se tenha sinceramente voltado para Deus, deve expressar sua confiança sua confiança em Deus esperando sua salvação (Is 59.1). Essa foi a atitude tomada pelo o tio e primo de Ester Mordoqueu.

e)    Salvação futura: A volta de Israel do cativeiro é antevista no linguajar da salvação. YAHWEH diz: eis que te livrarei das terras de longe (Jr 30.10;Zc 8.7). Visto quer não existe salvação alguma sem YAHWEH, ele estende o convite: “Olhai para mim, e sede salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Is.45.22; Sl 67.2) (GLEASON.L; ARCHER; BRUCE; WALTKE, 1998). 

No AT σωτήπ ocorre na LXX cerca de 36 vezes para traduzir o Heb. “jesuah”, “yesa” ou particípio mosia do Veb. “Yasa”. Sobre “yesuah” como nome próprio “Josué”         σωτήπ.
Javé é apresentado como como salvador em Dt 32:15; já o messias não é chamado de σωτήπ, embora o rei prometido em Zc 9:9 seja descrito por meio do particípio σωτήπ na LXX.
Já no NT σωτήπ ocorre 24 vezes, e em 16 destas ocorrências aplica-se a Cristo, nunca se emprega para homens comuns. Podemos fazer uma breve analogia com respeito a mulher samaritana em João: “Já agora não é pelo que [a mulher samaritana] disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (Jo 4:42). Nas Epístolas Pastorais, σωτήπ ocorre com frequência relativamente maior do que em qualquer outro escrito neotestamentário: 6 vezes para Deus e 4 vezes para Cristo. E este título para Deus está de acordo com o uso linguístico da LXX (Sl 25[24]:5; 27 Hc 3:18).     

IV- A TRINDADE NO LIVRO DE ESTER E A LIGAÇÃO COM O EVANGELHO DE JOÃO


4.1 – Entendendo a ligação proposta e o porquê desta ligação?

Ao avaliarmos através de uma leitura o livro de Ester, não encontramos de forma explicita o nome de Deus, mas fazendo com mais ênfase e de forma exegética, conseguimos analisar a riqueza de informações que nos pode a levar ao encontro de Deus. Quando analiso o livro do Apostolo João, encontro em sua síntese de forma concisa e explicita, não somente o nome de Deus mas a sua beleza revelada através da trindade. Ao analisarmos, isso, encontramos o que podemos chamar de: anti-nomio[24]; duas verdade que parece, mas se contradiz. Ou seja, enquanto apresentamos o livro de Ester que não possui o nome de Deus, de outro consigo fazer uma junção ao avaliar esse mesmo livro, de forma exegética, e ver no livro do Apostolo João, as verdade absolutas que são ocultas no livro de Ester; sendo a verdade revelada de forma soberana ao homem em sua pureza maior no Evangelho do Livro o Apostolo João, quando ele trata a respeito de Cristo.   

4.2 A trindade e o Antigo Testamento
Ouve, ó Israel: O Senhor, nosso Deus, o Senhor é um. A fé dos judeus em somente um Deus estava firmemente alicerçada no Shemá. (Dt 6.4, NVI). O Decálogo, do mesmo modo, nos dois primeiros mandamentos, proíbe os israelita de ter (monoteísmo) ou adorar (monolatria) qualquer outro deus que não YAHWEH (Ex 20.2-6; Dt 5.6-10). Em toda a Bíblia hebraica, é esse Deus único que manifesta seu caráter e seus atos na história humana, tanto de maneira redentora quanto no que diz respeito à revelação.[25] Compreendem-se aí eventos influentes como Êxodo (Ex 20.2; Dt 4.32-39; Is 43.15-17), a entrega da Lei e o exílio assirico e babilônico, Esse Deus é o Criador e o único e soberano Rei de todas as coisas.[26] Além de ser conhecido como somente um Deus, somente ele é adorado. Conforme diz Bauckham, “o judaísmo se destaca entre as regiões do mundo romano porque exigia exclusividade de adoração ao seu Deus. Ao analisarmos, podemos definir a importante nota que o cristão primitivo não viam na ressurreição de Jesus algo que lhe conferia um status essencialmente novo, mas, sim, a confirmação de um status que ele já possuía. (KOSTENBERGER, 2014). Conforme atesta o NT, Jesus afirmou, de forma notável, e seus discípulos creram, que ele compartilhavam a identidade de YAHWEH, o Deus único de Israel e das nações, o que é indicado pela aplicação da invocação “Maranata” (aram. Para “Vem, ó Senhor”) a Jesus (1Co 16.22; Ap 22.20) e a designação de Jesus como Κυριοσ (Senhor) na confissão cristã Κυριος Ιεσουσ (“Jesus é Senhor”; v.esp. At 2.36; Rm 10.9; 1Co 12.3; Fp 2.11; cf. Is 45.22,23).[27]
 Como descrito, a luz do contesto judaico do Evangelho de João, mencionado acima, e de fé judaica no monoteísmo, é evidente que qualquer reivindicação de divindade por parte de um indivíduo como Jesus encontraria feroz oposição da parte dos judeus piedosos do primeiro século. Diversas passagens do Evangelho de João mostram que foi isso, de fato o que aconteceu quando os judeus contemporâneos de Jesus tentaram, por diversas vezes, apedrejá-lo acusando-o de blasfêmia (p. ex. 5.18; 8.59; 10.31-33; cf. 11.8)[28].
Ao avaliarmos um diálogo entre Jesus e seus inqueridos judeus ocorre depois de Jesus ter alimentado as multidões no capítulo 6. Em 6.27, ele diz que Deus (o Pai) pôs seu selo no filho do homem. Nos versículos seguintes, respondendo aos judeus, Jesus lhe diz quais são “as obras que Deus” (podemos encontra nesta passagem a força do genitivo; NVI: “as obras que Deus requer”). Em vez de acúmulos de méritos pelo desempenho de atos religiosos, Jesus insiste com aqueles pessoas para que pratiquem a única “obra de Deus” necessária a salvação: crer naquele que ele enviou (6.28,29). Na controvérsia seguinte, Jesus chama a si mesmo de “pão de Deus” que desceu do céu e dá vida ao mundo (6.33). Com isso, ele afirma ser o cumprimento escatológico do mana dado por Deus a Israel no deserto por intermédio de Moises (cf. 6.31). Pouco depois, porém, Jesus diz ser também o cumprimento escatológico da profecia de Isaías de que todos serão ensinados por Deus (6.45; cf. Is 54.13; v. 7.17, a seguir). Com palavras que lembram o prólogo (cf. 1.18), Jesus afirma aqui que, embora ninguém tenha visto o Pai, ele e assim recebem o sustento divino vivificador.
Na confissão máxima de Pedro, no final do capítulo, esse membro mais fraco dos Dozes chama Jesus de “ o Santo de Deus” (6.69; cf a variante “o Eleito de Deus” em 1.34, BJ).[29]  
Em citação relevante de (KOSTENBERGER, 2014), podemos encontrar em sua definição as referências de theos no Evangelho de João (39 em 83)[30], na qual são pronunciadas pelo próprio Jesus. Sendo um quanto das citações obra do próprio Evangelista (21 referência)[31]; uma oitava provem de líderes judeus ou fariseus (9 referências). O próprio Jesus é referente de theos em 1.1,18 e 20.28. Ele é chamado de “o Filho de Deus” em 1.49; 3.18; 5.25; 10.36; 11.4,27; e 20.31 (e, possivelmente, em 1.34; sua afirmação é questionada em 19.7). Outros títulos cristológicos que fazem referências a theos são “Cordeiros de Deus” (1.29,36); e “eleito de Deus” (variante de 1.34, BJ) ou “Santo Deus” (6.69); e “pão de Deus” (6.33). A reivindicação de divindade de Jesus é contestada em 5.18; 10.33; 19.7.[32] Deus é um referente independente, podemos encontrar passagens da manifestação de Deus em Cristo e à trindade, conforme descrito no quadro informativo de (KOSTENBERGER, 2014).
  • Aquele que existe eternamente (1.1,2);
  • A fonte de novo nascimento (1.13);
  • Invisível (1.18);
  • Aquele que ama o mundo (3.16);
  • Verdadeiro (3.33; 17.3);
  • Aquele que envia o filho (3.17,34; isso também está subentendido em muitas outras passagens);
  •  Espírito (4.24);
  • O único Deus (5.44; 17.3);


4.3 A manifestação cristologica e trinitária do Evangelho de João manifesta no livro de Ester.
A manifestação cristologica do Evangelho de João é feita de forma escatológica, quando Jesus afirma ter a prerrogativa de executar o juízo (5.22,27-29). Ainda que seja uma execução escatológica, podemos encontrar na fala de Mardoqueu quanto ao juízo que seria aplicado por Deus, mesmo que Ester rejeitasse seu chamado e sua posição para qual Deus o havia separado. Dessa forma Deus de antemão já havia predestinado sua escolha quanto a situação de livramento que o povo de Israel teria. A autoridade e prerrogativas de Deus são similares a de Cristo, tanto para a vida e morte. Observa-se o contesto em torno de Deuteronômio 32.39 (particularmente os v. 34-43, que fala da vida de Yahweh para julgar os opressores gentios de Israel e para vindicar seu povo). Também Isaías 26, em que diz que Israel aguarda “no caminho dos teus [de Yahweh] juízo” (26.8) na esperança de que ele castigará “os moradores da terra por causa de sua maldade” (26.21) e fará com que seus mortos (seu povo) vivam, e então “seus corpos ressuscitarão”, despertando “do pó” (cf. 26.19).[33]
Encontramos a declaração iniciada por “Eu sou” em João na qual representa um segundo fenômeno textual que pode ser elucidado pela concepção filial da agencia de Jesus, sendo essa declaração feita no livro de João duas vezes por Jesus a respeito da própria identidade. Em conjunto, Jesus diz “Eu sou” seguido por um predicado que salienta sua importância salvífica para o mundo: “Eu sou o pão da vida” (6.35,41,48). “Eu sou a luz do mundo” (8.12); “Eu sou a porta das ovelhas” (10.7,9). Analisando todos esses pontos dentro do contesto histórico ocorrido por Ester, seu tio Mardoqueu teria bastante conhecimento dessa analogia feita por Moises, talvez não de forma cristo-centrica, uma vez que a revelação se torna um processo progressivo da manifestação de Deus para o homem; mas isso também não quer dizer que a manifestação trinitária não está presente independente de suas crenças ou bloquei de conhecimento. Quando analisamos o fala de Mardoqueu a referência a Jesus como “o Filho único” em João 3.16 é, sem dúvida alguma, uma alusão a Gêneses 22.2, em que Abraão recebe a ordem de oferecer seu “único filho”, Isaque, no monte Moriá.[34] Ainda que Isaque acaba sendo poupado, a disposição de Abraão de Sacrificar seu filho amado revela a verdadeira medida de sua reverência por Deus (Gn 22.12). Abraão confiava em Deus e o reverenciava de tal modo que não guardou para si seu bem mais precioso; em vez disso, ofereceu –o livremente em obediência. Para compreender plenamente a significado disso, temos de recuar e observar o cenário mais amplo de João e principalmente da fala de Mardoqueu, ao falar “de que outro lugar levantara socorre e livramento” (Et 4.14) em João 1-3. Em João 1, João Batista identifica Jesus como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (1.29,36). Sendo essa passagem outra provável alusão a Gn 22. Em Gn 22.28 Abraão expressa sua confiança para Isaque ao lhe dizer que “Deus mesmo provera um cordeiro para o holocausto”. Deus responde a confiança a Abraão. Mardoqueu expressava sua confiança no Senhor de tal forma que ele sabia o livramento e Salvação veria de outro lugar.  



CONCLUSÃO________________________________________________________

Ao definir e concluir esse texto para chegar a essa arremate final, e principalmente aprofundar um pouco na história de Ester, penso que precisamos ganhar um conhecimento mais profundo de Deus, a fim de apreciar melhor um livro que não menciona de forma direta o nome de Deus. Ao avaliar uma declaração do Apostolo Paulo aos Ramos:
Ó, profundidade da riqueza, tanto as sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos! (Romanos 11.33).
Ao analisar esse texto, podemos imaginar, que talvez a pena de Paulo tenha sido pressionada com força sobre o pergaminho ao escrever essas palavras, levando ao grande tratado doutrinário, este credo pessoal. Onde, ao observar cuidadosamente encontramos primeiro: Paulo demonstra que Deus possui uma mente de juízos insondáveis. O apostolo desafia a mente humana a descobrir as profundezas da mente divina – elas são “insondáveis”. Um estudioso pode passar anos estudando outro ser humano – sua vida, seus escritos, sua obra – e chegar a uma profunda compressão dessa pessoa. Podemos medir a profundeza da mente de outrem. O que não conseguimos de forma alguma e nem arranhar a superfície dos juízos insondáveis de Deus. “Os meus pensamentos são mais altos que do que os vossos pensamentos”, disse Deus a Isaías (Is 55.9). Vários teólogos empenharam sua vida em traços e características, a mão de Deus na Escrituras. Mas todavia aqueles que são realmente sinceros e humildes o suficientes para admitir a verdade, chegam ao fim da sua jornada terrena reconhecendo que mal arranharam a superfície
. Paulo repete as palavras que saíram dos lábios de uma dos inquiridores de Jó e mais tarde do profeta Isaías: Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? ou quem foi o seu conselheiro? (Romanos 11.34). O maior dos mistérios, no entanto, é que Deus pode profundamente ser conhecido pelo coração daqueles criados à sua imagem. Como descrito por A.W.Tozer (1993).[35]

É realmente um paradoxo que Deus possa ser conhecido em profundidade pela alma, em terna experiência pessoal, enquanto permanece infinitamente distante dos olhos curiosos da razão [...]. (TOZER, 1993).

Ao nos aproximar de Deus pela razão, encontraremos somente resistência, seremos mantidos à distância, incapazes de compreender os seus caminhos insondáveis. Quando no achegamos, com o coração sincero, pela fé, descobriremos que ele está esperando de braços abertos, pronto a aceitar, a receber e a nos dar poder para entender o que não se explica pela razão, que muito nos move a buscar o inexplicável de Deus, sendo essa uma das razões que muito me levaram a perguntar e avaliar as maneiras pela qual Deus falou no livro de Ester. Quando reflito sobre o poder de Deus, geralmente penso em termos de “controle soberano”. Sendo essas duas palavra, a que melhor define para mim a ideia. Penso que Deus possui em suas mão o controle absoluto e soberano, não só dos eventos de nos dias de Ester, mas também nos de nosso próprios dias. Em meio as dificuldades e a exata circunstância que nos deixam perplexos hoje, perguntando-se o que devo fazer, temos que ter a certeza que o poder de Deus e o seu controle soberano já estão atuando. Deus de forma alguma conhece o que podemos chamar de frustação. Ele jamais teve de coçar a cabeça, imaginando o que deve fazer em seguida com pessoas como nós, ou com as nações desse mundo.    Podemos dizer também que Daniel um dos grandes profetas no Antigo Testamento, nos ensina bastante a respeito desse Deus, pois ele sabia tudo sobre a mente insondável e inescrutável de Deus. Podemos citar Nabucodonosor, um monarca que julgava ter em suas mãos o controle soberano do mundo, na qual reinou durante os primeiros anos da vida de Daniel. Esse novo reino não somente conquistou vários países de mundo e outros reinos poderosos, como o próprio povo de Deus, os judeus. Gloriando-se no seu grande poder, suas realizações e suas conquistas, o orgulhoso Nabucodonosor refletia sobre seu próprio respeito: Não é esta grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com meu grandioso poder, e para gloriar de minha majestade? (Daniel 4.30).
Dessa forma Deus então interveio! Depois de informar o rei: “já passou de ti o reino”, o Senhor fez com que Nabucodonosor perdesse a razão. Sendo predito pelo profeta Daniel, que o rei teve uma crise de loucura, a ponto de viver nos campos como animal.[36] O próprio rei, reconheceu Deus, como sendo Deus de sua própria vida quanto o trouxe a sanidade mental na qual diz: Louva e honra? Ao Deus imortal, invisível, onisciente! Aquele que embora invisível é invencível, e enquanto invencível permanece soberano. Como dito pela frase clássica de Francis Scaeffer (1972): “Ele está lá e não está em silêncio”.[37]  Ou seja, nunca duvide da presença de Deus, sendo essa uma das finalidades para o livro de Ester, principalmente quando suas aplicações podem ser encontradas no Evangelho de João em abundância, sendo que Ele está conosco em nossa peregrinações pessoal... como descrito por SWINDOLL, (2014), que ele pensa na presença de Deus como “sua invisível providencia”. Sendo definida por ele a palavra “providencia” –
Usamos com a facilidade essas palavras, mas você já fez uma análise dela? O termo vem do latim, providentia. Pro significa “antes” ou “antecipadamente”; videntia é derivada de videre, significado “ver”, de onde obtemos a palavra “Vídeo”. Junte as duas partes e terá: “ver antecipadamente”, que é o que Deus Todo-Poderoso faz. Ele vê os incidentes da vida antes que ocorram – algo que naturalmente nuca poderemos fazer. Somos bons na história, Nossa visão em retrospectiva é quase sempre cem por cento; mas somo péssimos em profecia, isto é, nas especificações do futuro. Pare e pense. Não temos qualquer indício do que vai acontecer daqui a um minuto, nenhuma ideia do que vai acontecer em seguida. Entretanto, o nosso Deus invisível, na sua providentia, está operando contínua, confiante constante (SWINDOLL, 2014. p. 18).   

Dessa forma finalizo essa conclusão, com a seguinte reflexão de SWINDOLL (2014), que muito define essa monografia.
Você pode estar agora se perguntando o que toda essa teologia que extrai de Romanos 11 e Daniel 4 tem a ver com Ester. Afinal de contas, Deus não é mencionado vez alguma no livro de Ester. De fato, ele é o único dos 66 livro da Bíblia que não cita o nome de Deus. Nenhuma oração é oferecida a ele. Ninguém diz: “Deus está aqui”. Ele não escreve no decorrer da narrativa: “Eu sou Deus, estou no controle. Estou resolvendo esta coisas. Vou cuidar desta mulher, de Ester”. Não. A história não se passa assim. Ele é absolutamente invisível, entretanto, está trabalhando! Gosto da maneira como Matthew Henry diz isso: Apesar de o nome de Deus não constar dele (Ester), o dedo do Senhor está dirigindo muito dos detalhes com a finalidade de promover a salvação do seu povo[38]. Ele não posa para um retrato na história de Ester, mas a sua mente, vontade, poder e presença operam em sintonia, em cada página.   























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[1] Halley, Manual Bíblico. São Paulo: Vida, 2001, p.245.
[2] STANLEY, Ellisen. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo: Vida, 2007, p. 163.
[3] Ibid., p. 163.
[4] Ibid., p. 163.
[5] Ibid., p. 163.
[6] Ibid., p. 163.
[7] Ibid., p. 163.
[8] Ibid., p. 164.
[9] Ibid., p. 164.
[10] Ibid., p. 166.
[11]  Tabela ilustrada retirada para demonstração entre o período Persa até o período Grego - TOGNINI, Eneias. O Período Interbíblico: 400 anos de silêncio profético. Editora Hagnos; São Paulo. 2009. p. 89.    
[12] Ibid., p. 166.
[13] Ibid., p. 167.
[14] Ibid., p. 168.
[15] TOGNINI, Eneias. O Período Interbíblico: 400 anos de silêncio profético. Editora Hagnos; São Paulo. 2009. p. 83. 
[16] HARRIS, R Laider; JR, Gleason L Archer; WALTKE, Bruce k. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, São Paulo, Vida Nova, 1998, p. 680. 
[17] Ibid., p. 680.
[18] HEBRAICO PRO: Bíblia Hebraica Transliterada. [S.I.: s.n.], [21-?]. Disponibilidade de acesso em: <http://www.hebraico.pro.br/biblia/quadros.asp.>. Acessado em: 02 Mai. 2014.
[19] Ibid., p. 1410.
[20] Ibid., p. 1407.
[21] Ibid., p. 1736.
[22] Ibid., p. 326.
[23] Ibid., p. 218, 939,1216, passim.
[24] Informação fornecida pelo Rev. Dr. Augusto Nicodemos, em palestra proferida na conferencia Fiel com o tema: predestinação x livre arbítrio, São Paulo, 20 de out. de 2011.
[25] V.esp. Machinist, 1991, que chama a atenção para o fato de que as informações sobre a singularidade do Deus de Israel são encontradas em todos os gêneros e etapas da literatura do AT; há uma argumentação semelhante em Clements, 1984; v.tb. a representação gráfica em C.J.H Wright, 2006, p. 104.
[26] V.esp. Isaías 43.11; 44.6; 45.5,6,14,18,21,22; 46.9; Bauckham, 1998ª, p. 10-11.
[27] V. o capitulo 4 de C.J.H. Wright, 2006, esp.p 106-109; e Rowe, 2000,2003, 2006. Ao contrário de Dunn, para quem “somente no Quarto Evangelho podemos falar de uma doutrina da encarnação” (1996, p. 259; v., porém, a crítica de Cranfield, 1987, no que diz Romanos; e Fee, 2007, p. 500-512). É preciso salientar, entretanto, que as obras recentes de Bauckham, Lee e Hustado et al., discutidas neste parágrafo, puseram por terra de forma definitiva a tese de Dunn. 
[28] KOSTENBERGER, Andreas J. Pai, Filho e Espírito a trindade e Evangelho de João. São Paulo: Vida Nova, 2014, p. 54.  
[29] Ibid., p. 69.
[30] 1.51; 3.3,5; 4.10,24; 5.25,42,44; 6.27,29,33,45 [AT], 46; 1.17; 8.40,42(2), 47(3),54; 9.3; 10.34 [AT],35(2), 36;11.4(2), 40; 12.43; 13.31,32(2); 14.1; 16.2,27; 17.3; 20.17(2).
[31] 1.1(2),2,6,12,13,18(2); 3.16,17,18,21,23,34(2),36; 11.52; 13.3(2); 20.31,32; 21.19.
[32] Ibid., p. 74.
[33] Veja M.M. Thompson, 2001, p. 118-19; Lincoln, 2000, p. 210; Ridderbos, 1997, p. 201.
[34] Levenson, 1993, p. 223-225. 
[35] TOZER, A.W. Mais Perto de Deus. 4ª ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1993.
[36] Daniel 4.34
[37] SHAEFFER, Francis A. He Is There and He Is Not Silent. Wheaton: Tyndale House Publishers, 1972.
[38] HENRY, Matthew. Commentary on the Whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1960. p. 505.







 [R1]Desculpa dar pitaco, mas fiquei confusa: Esdras foi para Jerusalém em 473-15=458 a. C.. Neemias reconstruiu os muros em 458-13=445??? Mas no primeiro ponto está dito que o templo terminou de ser reconstruído em 538-20=513?? Não tem nada errado não?


 [R2]Aqui, seria no evangelho de João ou do evangelho de João em Ester?

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