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(Ralph Waldo Emerson)

O Cristão e a Política; Uma Concepção da Ética e Valores

sexta-feira, 19 de agosto de 2016
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                  O Cristão e a Política; Uma Concepção da Ética e Valores


   Despotismo, corrupção, e acabam por afetar as estruturas do poder constituído. Por isso, a igreja cristã "prega uma conversão interior dos governantes e dos governados a Deus", crendo que, por meio do arrependimento e quebrantamento pessoal, as estruturas serão limpas de iniquidades. Um ponto importante a destacar aqui é que a "corrupção da chamada classe política" deve ser interpretada como "um reflexo da sociedade, pois a sociedade é corrupta é isso inclui a igreja". Em consternação, contata-se que os cristão não são tão diferentes da sociedade em geral como deveriam ser. De forma geral deveríamos ser exemplo de conduta e obediência, mas na pratica isso não tem acontecido. Acabamos por reproduzir os pecados da sociedade, em vez de influência-lá, santificando-a.
No entanto, a revelação geral e a graça comum ensinam "princípios que, se aplicados, produzirão a ética na política". Essas são as doutrinas que proporciona a base dos valores éticos em pessoas que não são cristãs. Portanto, "o caminho para a ética na política" não não passa obrigatoriamente pela conversão de todos ao cristianismo, nem Consiste "em colocar em cargos políticos quem se processa cristão", mas em "contribuir para que a lei de Deus seja reconhecida" por todos. Por isso podemos cooperar com incredulidade como cobeligerantes na esfera política, lutando contra males aos quais também nos opomos.

   O fundamento da cobeligerância é a área de consenso ético cuja base é a Escrituras: por exemplo, homicídio, adultério, furto e "falso testemunho" são moralmente errados (Ex 20. 13-16). Na esfera política, um cristão pode servir pontual e transitoriamente com pessoas, grupos, movimentos, organizações e instituições que convirjam na perspectiva de valores éticos cristãos.

Autor: Felipe Abreu


Bibliografia: FERREIRA, Franklin. Contra a Idolatria do Estado: O Papel do Cristão na Política. São Paulo: Vida Nova. 2016. 280p. 
  
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Igreja e Política

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BREVE COMENTÁRIO TEOLÓGICO DO PONTO DE VISTA DA FILOSOFIA E POLÍTICA DE MARTINHO LUTERO E JOÃO CALVINO
Felipe Abreu


    RESUMO

   O presente artigo de ensaio acadêmico, tem como tema o estudo baseado na aula 06 do professor Franklin Ferreira, elaborada sobre o texto de Paulo Henrique Vieira, com o título: A filosofia política de Martinho Lutero. Tendo como base a leitura deste artigo, venho por meio deste, destacar pontos fundamentais históricos, na contribuição dos argumentos do professor e sua análise, baseado na filosofia de Martinho Lutero e Calvino para a política e suas aplicações dentro contesto histórico e cultural, da implementação de ideias de Lutero e Calvino que fizeram diferenças dentro de uma escama política e social; tanto do ponto de vista negativo e positivo, dentro de suas limitações da época, e tentar extrair do texto e a aplicar alguns contesto contemporâneo de forma a contribuir para uma melhor abrangência das ideias de forma a ser avaliada e aplicada dentro de vários contesto políticos e filosóficos. Com isso podemos desenvolver melhor diálogo entre a eclesiologia e a política; podendo até nominar de: eclesiologia filosófica política, e não: filosofia eclesiologia política. Onde as ideias fundamentadas da política, parte do ponto de vista Eclesiológico tendo como base de dialogo à filosofia para trazer compreensão e clareza para as práticas do Estado.

    PALAVRA-CHAVE


    Eclesiologia; filosofia; politica; Teologia sistemática e Bíblica; Reforma Protestante.

    INTRODUÇÃO

   Esse texto destaca, a importância do pensamento de Lutero e Calvino e, sua teologia como baluarte principal para o desenvolvimento e Reforma da Igreja, sua concepção pela busca de um novo estado - uma vez que, ao dizer estado ne época de Lutero, estamos citando estado e igreja, política essa que Lutero com sua forma de pensar buscava novos fundamentos, para que ouve-se um estado menos intervencionista na igreja e uma igreja mais independente com relação ao estado. A razão de sua nova fundamentação para a política, partia dos baldrames de sua teologia que ao longo do seu pensamento, desenvolveu e desencadeou novas perspectivas culturais, cientificas, econômicas, políticas, geográficas e religiosa dentro da historiografia da Idade Média. Ideias como de Lutero e Calvino fez com que grande parte da população menos favorecida – dentro do sistema, que naquele época tinha como predominante o feudalismo, despertasse para direitos fundamentais e sociais, uma liberdade em vários aspectos sociais dentro das várias camadas, principalmente as mais problemáticas que eram de forma significativa exploradas pelos os senhores feudais. Lutero e Calvino se posiciona de forma favorável a luta desses menos favorecidos.
Podemos ver, que tudo que foi plantado por Lutero e Calvino baseava em sua grande inquietação quanto ao descobrir que sua salvação não estava baseadas em obras, mas exclusivamente na fé por meio do ensino da palavra; sendo essa suas principais tormentas diante da igreja, ao ver que nada disso que eles havia crido e vivido durante vários anos não lhe garantiria a salvação; talvez tamanho desespero por parte de Lutero, em querer alerta, e ensinar o povo a real verdade, fez com que ele mesmo compreendesse que todo o sistema estava corrompido; uma vez que o sistema vivia e ensina a partir do contesto contrário ao que Deus havia lhe revelado através das Sagradas Escrituras. Podemos dizer que a visão de Lutero e Calvino e sua luta, tornaram-se como um livro aberto, para toda a sociedade, como uma primeira palavra de alfabetização, sendo esse entusiasmo tomado por todos que aderiram suas ideias de forma a contribuir significativamente ao desenvolvimento da Alemanha e Genebra e outros países em vários aspectos como supra citado.

      1. DESENVOLVIMENTO

    Conforma destaca o autor em seu comentário, o mesma salienta:2A importância de Martinho Lutero como pensador reside no fato de ter contribuído decisivamente para o desencadeamento da Reforma que quebrou a unidade do cristianismo ocidental. Ao romper a unidade da Igreja Cristã Ocidental, Lutero e seus seguidores buscaram também novos fundamentos para a concepção de Estado, governo e poder político, tendo efeitos até nossos dias. A Reforma Protestante iniciado por Lutero, tocou em pontos importantes e fulminantes daquela época, no que se trada principalmente das indulgências; praticas essas que era utilizado pela Igreja Católica como forma de arrecadação, provocando muito problema para Lutero e também notoriedade. Reforma esta que trouxe, de Lutero que afetou não somente a Igreja, mas parte do Estado, onde ambas estavam continuamente entrelaçadas, tendo que os interesses da coroa seja o mesmo do clero.

    O autor, desenvolve seu texto com base nos anos de 1524/1525, onde Camponeses inspirados pela reforma de Lutero, rebelaram com a intenção de melhor condições e direitos para a caça, terra e as escolha do pároco, desenvolvendo através destas ideias um formulário de reivindicação sendo reunidos em uma carta, onde ficou conhecido como: 3Zwölf Artickel (Os Doze Artigos dos Camponeses da Suábia). Sendo esse texto publicado em 1525. Lutero se posiciona sobre a guerra dos camponeses a pedido dos próprios camponeses, na qual é chamado para arbitrar sobre a questão. Com a elaboração deste carta, começa-se o início do processo da filosofia de uma política conforme a visão de Lutero dentro dos seus diálogos que se estenderam durante muito tempo, havendo conflitos e guerras por parte de ambos os lados.

   1.1 Problemas fundamentais e sociais que Lutero enfrentou

   No campo, a situação de penúria que esmagava os camponeses vinha piorando a cada ano devido a vários fatores, dentre os quais podemos citar o elevado crescimento populacional; a migração intensiva; a reativação da instituição da servidão; a limitação ao exercício de privilégios garantidos às gerações anteriores e a grande elevação da carga tributária. Fatores esses que dificultavam extremamente as atividades agrícolas e o atendimento às necessidades básicas desses agricultores. 5 Trabalho forçado como esse que garantiam o auto luxo da nobreza, a cobrança de impostos de forma abusiva sem o devido retorno a sociedade “camponeses” de forma digna e justa para uma vida básica, era visto por parte dos camponeses de forma cada vez mais insuportável. Sendo a revolta dos camponeses contra o abuso econômico e os privilégios sociais que gozavam uma minoria.

  Tendo como base, todo esse acontecimento, podemos observar o levante de Lutero, indo contra as mordomias exploratória por parte da nobreza e clero, e os sofrimentos que estavam se propagando por parte dos camponeses; avaliando a situação e posicionamento de Lutero contra assas praticas, não favorecia os camponeses a revoltarem com suas armas. Na sua citação inclusa na carta que havia escrito A exortação à Paz, escrita com a finalidade para que os camponeses não levantasse suas armas evitando morte – fato este, bastante interessante; quando Lutero escreve esta situação, pois demonstra que sua conversão veio ao entender o livro de Romanos, principalmente no que se trata de salvação mediante a fé; ao não citar a violência, podemos ver o vasto conhecimento de Lutero na carta aos Romanos, principalmente a respeito do capitulo 13, onde o apostolo Paulo demostra as obrigações dos Estado para com a sociedade e da sociedade para com o Estado de forma a contribuir para o aperfeiçoamento da salvação. A carta: A exortação à Paz, tinha três pontos fundamentais, sendo a primeira direcionado aos príncipes a segunda aos camponês e a terceira a ambos, de forma que a primeira inicialmente, Lutero acusou os príncipes de serem a causa da rebelião: “na administração pública outra coisa não fazem do que maltratar e explorar, para alimentar seu luxo e sua arrogância, até que o pobre homem do povo não queira nem possa mais aguentar.” Na segunda parte escrita aos camponeses é muito mais extensa e também muito mais rigorosa no julgamento feito por Lutero. As advertências e os conselhos eram para que os camponeses, evitassem o conflito, pois não lutavam por boa causa. Condenou-os também por usarem indevidamente a Palavra de Deus e o Direito Cristão para legitimar suas ambições, apropriando- se falsamente dos textos sagrados. Alertou-os para a existência de falsos profetas infiltrados no meio deles, que com suas doutrinas estariam levando os camponeses à perdição de corpo e de alma. Primeiro porque evocavam o nome de Deus em vão e se diziam um grupamento cristão, segundo porque queriam fazer justiça com as próprias mãos, atitude condenável para um cristão, que deve se preocupar com a alma e não com o corpo, com o céu e não com a terra. “O fato de a autoridade ser perversa e injusta, não justifica desordem ou tumulto,” pois “quem revida está errado”. Na terceira parte que dirigiu tanto a príncipes quanto a camponeses, Lutero sentencia que “Deus é contra ambos, tiranos e rebeldes, por isso os joga uns contra os outros para que ambos pereçam miseravelmente e se cumpra nos descrentes sua ira e seu juízo.

   2. CALVINISMO E A RESISTÊNCIA AO ESTADO

  Tendo como base a Reforma Protestante por Lutero, conseguimos observar a forma de política sendo implantada pelos reformadores de forma mais clara, convergindo sempre para a soberania de Deus, e principalmente o reconhecimento por parte dos governantes que as autoridades eram divinamente inspiradas e ordenadas, mesmo quando estes abandonam seus deveres e obrigações. Lutero, nos fez enxergar em pequenas e grandes parcelas, o valor do reconhecimento por ter parte de compreender da política iniciando da teologia bíblica, tendo as Sagradas Escrituras como bússola para um bom governo; sendo o pós reformadores compreendo melhor esta ideia, conseguiram aplicar de forma mais ampla, mesmo passando por tormentas e dificuldades significativas.

   No seio do calvinismo internacional do século 16 britaram movimentos revolucionários bem como reflexões políticas em torno da revolução. Guilherme Viela Ribeiro de Carvalho em seu artigo: A Cosmovisão Calvinista e a Resistencia ao Estado aborda esses assunto de forma a descrever que o movimento reformado tendo o início em Lutero e partindo para Calvino, desencadeou um movimento social mais abrangente com reflexões políticas; descrevendo como John Ponet, Chistophe Goodman e John Knox e outros como: George Buchanan com a teoria dos huguenote do estado e do direito constitucional da revolução recebeu uma articulação mais nitidamente política, contribuindo para a visão moderna do Estado. Guilherme, descreve que a teoria dos huguenotes franceses influenciaram os Países Baixos na crise de 1580, quando os espanhóis tentaram extinguir o protestantismo da holandês, ajudando a fundamentar sua luta de independência. Na Inglaterra essas ideia também foram implantadas por George Buchanan e de Juan de Mariana influenciaram Oliver Cromwell e os puritanos ingleses, sendo aplicado durante a guerra civil na década de 1640, sendo que os ideais políticos Reformados forma passados finalmente até chegar nas colônias, fomentando a Revolução Americana. Demonstra de foto que o movimento Reformado Calvinista tem a precedência quando se trata de dinamismo político. Com isso, podemos ver a contribuição de ambos para melhor dinamismo dentro da política, sendo ela feita de forma mais justa com baseamento bíblicos do reconhecimento da soberania de Deus sobre as autoridades; eles compreenderam, que, quando o governante é justo todo o povo se beneficia, mas, quando há um governantes, tirano, o povo perece, citações essas bastante compreendida do livro de Proverbio. A confissão Luterana de Magderburgo, de 1550, reafirmou tanto a teoria constitucional como a do direito privado, chegando a declarar que o governante tirânico deixaria de ser magistrado genuíno.

[...] Calvino nada mais acrescentou à doutrina da resistência em suas obras posteriores. Quem o fez foram somente os seus seguidores, em círculos calvinistas na França, Holanda e em outros países. (SILVESTRE, 2002)10
Com isso, fica bastante claro, que Calvino simplesmente repetiu ideias que os luteranos já haviam desenvolvido há muito.

    3. A AUTRIDADE SECULAR VISTA POR LUTERO E CALVINO

    Mediante a estas informações, como eram aplicado e discutidas por ambos, a forma de obediência quanto as autoridades seculares e a forma de relacionar o cristianismo, lei e política. No Natal de 1522, foi dedicado ao duque João Frederico da Saxônia o recém concluído e mais especifico tratado de Lutero a respeito da “Autoridade Secular”, Lutero apresenta em seu texto a justificativa Bíblica para a utilização da força por parte do Estado colocando em questão, que isso não contradiz o mandamento de Cristo em Mt 5.38 sobre a não resistência.

   Guilherme destaca que a solução dos teólogos escolásticos teria sido a de dividir a doutrina e o Estado cristão em dois, tratando a palavra de Cristo como mero “conselhos” para o povo, servindo para mandamento apenas para uma elite espiritual. Lutero rejeitava vigorosamente essa interpretação, defendendo a universalidade do mandamento. Apelando para 1Tm 1.9, propõe que a Lei não existe para o justo, e sim para o pecador. Ou seja, a espada e o direito secular não têm a função de gerir a vida dos cristão, que delas não precisam – em parte, Lutero está certo quanto a lei ser criado para punir o injusto, mas, a todos os Cristãos, devem obediência à Lei de forma a compreender que a Lei tem como finalidade, pelas mãos do Estado, a organização a disciplina e manter a ordem de forma, que aquele de não é sobre jugado por ela, tenha em vista que ela, sim, anda em seu favor. Sendo que a lei se aplica, tanto ao junto como ao pecador. O problema central é que os pecadores não se sujeitam voluntariamente à ordem de Deus. Assim,

[...] Deus criou esses, ao lado do estado cristão e do reino de Deus, outro regime e os submeteu à espada, a fim de que, ainda que o queiram, não possam praticar sua maldade e, caso a praticarem, não o possam fazer sem temor e em paz e felicidade [...] visto que todo o mundo é mau [...] Deus instituiu dois domínios: o espiritual que cria cristão e pessoas justas através do Espirito Santo, e o temporal que combate os cristãos e maus. (LUTERO, 1996)

  O que se torna importante, que atacando neste sentido, grupos anabatistas e espirituais, Lutero critica aqueles que pretendem governar o mundo segundo o evangelho e eliminar toda a lei a espada secular.14 Segundo ele, não seria possível o estabelecimento de um regime cristão - entenda-se, aqui, um regime baseado na graça e na liberdade em relação à lei – para o mundo inteiro, ou mesmo para uma multidão, pois o pecado logo se manifestaria trazendo desgraças – de forma similar, conseguimos perceber, hoje, que pensamentos e sistemas como esse tem tentado se aplicar em meio a política e a igreja, de forma que a falta de conhecimento por parte da igreja, tem feito dos fieis uma maça de manobra exclusivamente política partidária com interesses exclusivistas, sem qualquer conhecimento a respeito das diferenças e semelhanças entre um e o outro e suas razoes; sendo um grande erro o dilema: “crente vota em crente”. Quanto ao cristão, este deve se sujeitar à espada secular por amor, pois ao auxiliar e cooperar com a autoridade secular o cristão contribui para a realização da justiça e para o refreamento do mal. Com isso, Lutero sabe que precisava enfrentar o problema dos limites e da aplicação da ética de Jesus pelos governantes. Pois se eles devem usar a espada, como cumpriram o mandamento de Cristo sobre a não-resistência. A solução de Lutero é encontrar um limite concreto: o interesse pessoal. O magistrado deve usar a espada quando o direito de outro é ferido, e guardá-la quando seu direito é ferido. Lutero faz uma citação bastante forte para o cristão: Onde se trata de ti e do que eu teu, ái agirá de acordo com o Evangelho e sofrerás, como bom cristão, injustiças no que toca à tua pessoa; onde se trata do outro e do que é seu, aí agirá de acordo com o amor e não permitirá injustiça para teu próximo15.
Lutero, em seu argumento teológico relevante classifica a autoridade do Estado como sendo parte da ordem da criação de Deus, ao lado do matrimonio e das funções da igreja. Ele aplica 1 Tm 4.4 ao poder político caracterizando-o como uma criatura de Deus. Com esse argumento Lutero expressa a noção de que a graça não anula a natureza.

   Fica, bastante claro que o cristão, assim pode lançar mão da espada em favor do próximo, mas nunca em defesa própria. Em definição de Mt 10.28, Lutero faz uma distinção, que o regime temporal só tem poder sobre o corpo e os bens, sendo que a alma é jurisdição divina. Só Deus sonda e julga os corações. Segue-se, portanto, que o poder secular não pode interferir nas questões de fé, que são secretas e acessíveis só a Deus.

    3.1 Calvino: Visão e administração Política

   Utilizando termos semelhantes aos de Lutero, Calvino admite que há um “duplo regime” no homem: o espiritual, ligado à consciência subjetiva e ao culto a Deus, e o político, ligado aos deveres de civilidade. Esses dois regimes são denominados jurisdição espiritual e jurisdição temporal, o primeiro concernente à vida da alma, e o segundo à vida presente. Assim, Calvino define a liberdade cristã e a esfera do Estado nos mesmo termos da segunda parte do tratado de Lutero sobre o poder político.

  Calvino no seu comentário as Institutas no Capitulo XX volume IV (Da Administração Política), sita que ela deve ser confirmada não só por sua importância na manutenção da ordem presente, mas porque é algo essencial à própria vida humana:
[...] inane barbárie é cogitar quanto a dever ser exterminada essa ordem, a necessidade da qual não é menor entre os homens que a do pão, da água, do sol e do ar, a dignidade, certamente, até muito mais eminente.

  Assim, como Lutero, Calvino reconhece pertencer o regime político à ordem da criação, não se podendo pois conceber qualquer incompatibilidade entre o reino de Cristo e o magistrado civil. Carvalho, apresenta, também que Calvino destaca que o poder presente no magistrado é o poder do próprio Deus. Para demonstra que essa ordem é propriamente evangélica, cita 1 Corintos 12.28, onde entre os dons do Espirito se inclui Kubernéseis, ou os governos. Mesmo Calvino sabendo que esse texto se refere à presidência e disciplina das igrejas; mas sustenta que nele, implicitamente, se afirma a validade e se recomenda “todo gênero de governo justo”.18 Com isso podemos compreender que ele afirma que o regime político não é incoerente com o regime espiritual, havendo até mesmo certa coerência estrutural entre ambos, no que se refere ao exercício do poder. Assim, admite-se que o poder político seja uma vocação. Calvino também faz uma análise bastante interessante, ele distingue as leis mosaicas em três partes: lei moral, cerimonial e judicial. A primeira tem valor permanente, a segunda era uma forma de educação dos judeus e a terceira “transmitia seguranças formulas de equidade e justiça”, que no entanto, não tem valor universal, sendo distintas do preceito moral. Os povos tem o direito de escrever suas leis, mantendo-se como regra norteadora o princípio da equidade, sendo que este princípio, que pertence à lei moral de Deus, é o “testemunho da lei natural”, inscrita na consciência que Deus pôs na mente dos homens.

    CONCLUSÃO

    Mediante as ideias, aplicadas de forma bastante resumidas da visão Calvinista e Luterana quanto ao filosofia, teologia e eclesiologia aplicados dentro de uma cosmovisão política, gostaria de destacar no comentário do livro: Contra a idolatria do estado, a papel do cristão na política, a citação de Franklin Ferreira (2016), ao destacar o evangelho acima da ideologia política, não podendo de forma alguma ser confundida com esta. 21Na qual ele cita a declaração Teológica de Barmen, subscrita por cristão reformados e luteranos que resistiram ao nazismo antes da Segunda Guerra Mundial e aplica um pouco da contemporaneidade das informações e ideias de Lutero e Calvino para uma política imediatista de hoje, na declaração professa: “Rejeitamos a falsa doutrina de que à Igreja seria permitido substituir a forma de sua mensagem e organização, a seu bel-prazer ou de acordo com as respectivas convicções ideológicas e políticas reinantes” (8.18). Devemos rejeitar pregadores e mestre que misturam o evangelho à ideologia, pois o evangelho não é mais uma mensagem ao lado da outra mensagem, mas, sim, a suprema mensagem que fala a respeito de Jesus crucificado, ressurreto, descendente da Davi e Filho de Deus com poder, por obra do Espírito Santo. O evangelho não pode ser confundido com ideologia.

    Por fim, devemos orar pelas autoridades, não apenas “para que tenham uma vida tranquila e serena, em toda piedade e honestidade”, mas também porque “isso é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2.1-4).

    Como brasileiro, devemos crer mais no evangelho em momentos de eleições, do que no próprio Estado como provedor, em destaque Franklin Ferreira (2016), destaca que o brasileiro médio continua a crer mais no Estado que na iniciativa privada. 22Logo, o que vigora no Brasil é um conservadorismo de costumes, mas não um conservadorismo político, Franklin destaca o comentário de Villa: “Os conservadores brasileiros [...] [são] conservadores não no sentido político, mas como defensores da manutenção de privilégios antirrepublicanos”. Portanto, o Brasil é um pais extremamente conservador e sempre buscou se organizar socialmente ao redor do Estado, conservando essa dependência de uma autoridade que equacionasse de cima para baixo todos os seus conflitos. Essa mentalidade antiliberal se revela na estrutura estatal. O Estado brasileiro intervém e interfere em todas as esfera da sociedade (família, arte, esporte, igreja, economia e imprensa). Não obstante, tudo o que o Estado faz é tradicionalmente marcado por ineficiência, incompetência e corrupção. Nisso ele demonstra que muitos ativistas e partidos na linha esquerda, como: PT, PSOL e outros defendem que o país precisa de mais Estado. Visões liberais preconizam: a necessidades de menos Estado com seu consequente enxugamento e maior eficácia; a redução da interferência do Estado na economia ao mínimo necessário; a defesa da propriedade privada; a privatização das empresas estatais e de serviços públicos que possam ser oferecidos pela iniciativa privada; o livre mercado; e a redução da despesas do governo, com a consequência da carga tributária e principalmente o não interversão do Estado da igreja, sendo a igreja como consciência do Estado.




BIBLIOGRAFIA 

   BIÉLER, André. O pensamento Econômico e Social de Calvino. São Paulo: Cultura Cristã, 2012.

  CALVINO, João. As Institutas, ou tratado da Religião Cristã. 4 Vols. São Paulo/Campinas: Casa Editora Presbiteriana/ Luz para o caminho, 1989. Vol. II, Cap. XIX, “Da liberdade Cristã”, Seção 15, p. 311.
 CARVALHO, Guilherme Vilela Ribeiro. A Cosmovisão Calvinista e A Resistência ao Estado.

  FIDES REFORMATA X, São Paulo, v. X, n. 2, p 21-44, 2005.

 DOOTEWEERD, Herman. Estado e Soberania: Ensaio sobre Cristianismo e Política. São Paulo: Vida Nova, 2014.

 FERREIRA, Franklin. Contra a Idolatria do Estado: o papel do cristão na política. São Paulo: Vida Nova. 2016. p. 84.

 GRUDEM, Wayne; ASMUS, Barry. A Pobreza das Nações. São Paulo: Vida Nova, 2016.

 GRUDEM, Wayne. Política segundo a Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 2014.

 KOYZIS, David T. Visões e Ilusões Políticas. São Paulo: Vida Nova, 2014.

 KUYPER, Abraham. Calvinismo. 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2014.

  LUTERO, Martinho. Da Autoridade Secular, até que ponto se lhe deve obediência. Em: Obras Selecionadas, Volume 6. São Leopoldo: Sinodal/Concordia, 1996.

  SBB, Bíblia de Genebra. 2.ed. São Paulo: SBB, 2004.

SILVESTRE, Armando Araújo. Calvino e a resistência ao Estado. São Paulo: Editora Mackenzie, 2002. p. 160.

VIEIRA, Paulo Henrique. A Filosofia Política de Martinho Lutero. Paraná: Universidade Estadual de Maringá, [21-].

VOS, Johannes Geerbardus. Catecismo Maior de Westminster Comentado. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.

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Avivamento

sábado, 25 de junho de 2016
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AVIVAMENTO 

Analisar o avivamento a partir de experiências pessoal do crente; ao enumerar os sinais fidedignos e não fidedignos da verdadeira espiritualidade, ele fornece princípios valiosos pelos quais é possível avaliar se uma obra espiritual ou movimento religiosos procede efetivamente do Espírito Deus; são eles:
·         Quais quer manifestações externas resultantes de experiências extraordinárias não constituem um sinal confiável de espiritualidade e não evidenciam uma obra genuína do Espírito.

·         Uma obra autêntica do Espírito de Deus produz uma transformação radical da natureza da alma individual, que irá manifestar-se em uma conduta e práticas inteiramente novas, revelando progressivamente a própria imagem de Cristo implantada no crente.

Em outras, a experiência religiosa verdadeira produz uma mudança ética individual que eventualmente irá externa-se na coletividade. Se tal mudança não puder ser percebida, seja no indivíduo, seja na comunidade, o reavivamento deve ser contestado como uma obra genuína de Deus.         

Autor: Felipe Abreu 
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A Eleição à luz do texto bíblico

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
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A Eleição à luz do texto bíblico



Para que possamos desenvolver o entendimento a respeito do título selecionado, trazendo mais esclarecimento e informações para amplitude do trabalho, torna-se de suma importância compreender inicialmente a definição: O que é Eleição e sua definição?
Eleição: na definição coloquial, a palavra eleição ou eleito, tem a seguinte definição: 1Qualquer pessoa escolhida por eleição: os eleitos por sufrágio universal. Que usufrui a beatitude eterna: o reino dos eleitos. Tendo como sinônimo as seguintes palavras: 2designado e nomeado.

Ao avaliar de forma coloquial, na linguagem português a palavra, Eleição, podemos observar sua definição de forma bíblica, o sujeito de εκλεγομαι -“eklegomai” com a seguinte definição sob quatro ocorrências:
(i) Em 4 lugar em Atos (6.5; 15:22, 25 e, possivelmente, 1:24) o vb. Indica a nomeação de alguém pela igreja, para ocupar um cargo específico (ver supre Cl 2; cf. também as palavras par. Nos artigos: chamar, determinar, nomear e mão). (ii) Lc 17:7 descreve a autoestima à qual o homem se entregam quando escolhem acentos especiais à mesa (ver supre, Cl 3). (iii) Em Lc 10:42, a decisão de Maria no sentido de se dedicar exclusivamente às palavra de Jesus, para receber alguma coisa ao invés de se ocupar com seus próprios esforços, se escreve, dizendo-se que ela escolheu a boa parte (ver supra, Cl 3 e 4); cf. 1 Sm 15:22; (iv) Em todos os demais casos, emprega-se em conexão com a palavra da eleição, da parte de Deus ou de Cristo. Somente um dos escritores do NT, porém, que é João, consequentemente representa Cristo como sendo o agente da eleição (6: 70; 13:18; 15:16, 19). [Ed. Mesmo esses trechos podem ser interpretados como Lc 6:13, referindo-se à eleição dos Doze.] Noutros, escritores, há apenas uma ocorrência, quando Lucas (6:13) fala da seleção dos Doze – Apóstolos. (COENEN; BROWN, 2000, p. 623)3.


Coenen e Brown, sem suas citações em seu dicionário define sob a palavra εκλεγομαι -“eklegomai”, um substantivo: Eklogê, 4na qual é empregado de forma inambígua e exclusiva para o ato divino da eleição em Rm 9:11; 11:5, 7,28, cada vez com referência a Israel; em 1Ts 1:4 e 2Pe 1:10, onde se faz com que a igreja se lembre que a eleição da parte de Deus é a base da sua existência; e em At 9:15, o único caso onde o significado é levemente diferente, onde, nas palavras do Senhor exaltado, Paulo é descrito como Skeuos Eklogês, “vaso de eleição”, i.é, um instrumento através do qual Deus opera e torna eficaz a Sua escolha.

O que é Eleição a luz do texto bíblico, e como ele é utilizado na bíblia?
5 Eleição significa uma escolha - selecionar dentro - separar - tomar um e deixar o outro. Se houvesse uma dúzia de maçãs numa cesta e eu tirasse todas elas, não haveria escolha; mas se eu tirar sete e deixar as outras cinco, então houve escolha. A eleição, como é ensinada na Bíblia, significa que Deus fez uma escolha entre os filhos dos homens. No princípio Ele fez Sua escolha sobre certos indivíduos a quem deu Seu Filho, e por quem Cristo morreu como Substituto, e que no tempo certo ouvem o Evangelho e creem em Cristo para a vida eterna.

Ao avaliar, e tentar entender o que faz a eleição; encontra a seguinte definição: Se os homens são escolhidos para a salvação, como afirmam as Escrituras, quem fez a escolha? Deve haver uma seleção ou universalismo. A linguagem das Escrituras parece definir peculiarmente em resposta a esta pergunta. Marcos 13:20 fala do ELEITO, a quem Ele ELEGEU, traduzido em nossa versão: "...por causa dos eleitos que Ele escolheu". A palavra eleição está associada com Deus e não com o homem. 

Deus é quem escolhe. Seu povo são os ESCOLHIDOS e a graça é a fonte. A teologia de que Deus vota a nosso favor, Satanás contra, e que nós damos o voto decisivo é completamente fora dos ensinamentos das Escrituras, e é quase ridícula demais para ser notada. Leia João 15:16, II Tessalonicenses 2:13 e Efésios 1:4. Em uma pregação, 6 Timothy Keller, apresenta que há duas definições para o caminho a Deus, mas, apenas uma está correta. Em sua definição é colocado a palavra “religião”, na qual possui a seguinte definição em Latin; 7 Lactâncio no (século III e IV d.C.) rejeita a interpretação de Cícero e afirma que o termo vem de religare, religar, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus. No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar". Keller apresenta a religião de forma como Calvino as expunha em suas institutas; definindo, que a palavra, “religião”, possui um termo pejorativo quando retratado na Bíblia, mas Calvino a expõe de forma a exaltar a Deus. Keller a expõem pejorativamente a base da “religião”; assim definida pela Bíblia: Eu obedeço a Deus, logo, sou aceito. Já Calvino em sua base para definir essa mesma palavra, a expõem: Eu sou aceito por Deus, por meio da obra de Jesus Cristo, e logo, obedeço; sendo esses princípios completamente opostos, na qual um é: Eu obedeço e Deus me recebe, aceita, abençoa e me leva para o céu. Já sendo o outro: Por causa da obra de Cristo, Deus me recebe, aceita, abençoa e me leva para o céu. Assim eu vivo bem. Um é: Eu vivo bem para ser aceito por Deus, já no outro: Eu sou aceito por Deus e ai eu vivo bem. Essas duas razões, que parecem dois caminhos, sendo apenas um o correto, dá a seguinte definição bíblica: Deus resgata inicialmente o povo do Egito, e logo em seguida os apresenta a lei; sendo o resgate uma obra de eleição de Deus para o seu povo, na qual tendo como gratidão a soberania de Deus por tal salvação a obediência da lei. Com isso conseguimos definir o que Coller fala: 

A santidade não é a causa, mas o efeito da eleição. Fomos escolhidos, não porque fôssemos santos, mas para que fôssemos santos. Efésios 1:4. Como já vimos antes, a eleição não foi feita tendo em vista arrependimento e fé previstos. A eleição é a causa de arrependimento e fé, e não o efeito destas graças. Dizer que Deus escolheu homens para a salvação porque viu que eles se arrependeriam, creriam e seriam salvos é atribuir tolices ao Deus infinitamente sábio. É como se o presidente assinasse um decreto que o sol deverá nascer amanhã, porque ele previu que nascerá; ou como se um escultor escolhesse um pedaço de mármore, porque previu que ele se transformaria na imagem desejada por ele. (COLLER, [S.I.], p. 6).

Ao analisar os fatos, supra citados, juntamente com os comentários de SPENCE, (2000), em seu livro, descreve a eleição à luz do texto bíblico, deforma bastante bíblica e coesa ao citar Rm 9.15: “...Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e me compadecerei de quem me aprouver ter compaixão” 8(Bíblia de Estudo Genebra. 2009, p. 1490). Ele também faz citação de Rm 9.10-13: 9“E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai; porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei Jacó e aborreci Esaú”. 

Ao detalhar, sua argumentação do texto de Rm 9.10-13, SPENCER, demonstra sua definição apresentando uma argumentação, para que possamos entender a eleição dentro de um contexto Bíblico e histórico, sem que seja em nenhum momento distorcido, mas simplesmente com palavras que destaca o texto dentro de sua originalidade; 10Em outras palavra: Sem levar em conta o bem ou o mal em relação aos dois homens (Jacó e Esaú), Deus fez de Jacó o objeto de seu amor e Esaú, o objeto de sua ira. Por que? Para que seu proposito ou plano Divino, de acordo com a eleição (ou escolha de pessoas ou eventos que realizem sua vontade), “ficasse firme”. O Deus das Escrituras não se desculpa pelo fato de ter determinado deixar a maioria dos homens passar a eternidade sob seu juízo, dando-lhes exatamente aquilo que merecem, ao mesmo tempo em que, também, determinou ordenar para a salvação alguns que, igualmente, são merecedores do juízo, porque é de seu agrado agir assim para mostrar sua natureza de graça, misericórdia e amor na presença dos anjos eleitos. Desta forma, podemos concluir, que a eleição a luz do texto Bíblico, demonstram razões e argumentações solidas, para compreender entender e acreditar, que o homem sem a graça Divina de Deus, não possui nenhuma capacidade de escolha, e confiando em Cristo Jesus, como seu único Senhor e salvador, possui a bíblia como a razão para o conforme se ter sido chamado por Deus através da confirmação do Espirito Santo. 11PIPER, (2014) nos dar uma melhor definição:
12Se todos nós somos tão corrompidos que não podemos achegar-nos a Deus sem sermos nascidos de novo pela graça irresistível de Deus, e se esta graça específica foi comprada por Cristo na cruz, então, é claro que a salvação de qualquer um de nós se deve à eleição de Deus. Ele escolhe aqueles para os quais mostraria graça irresistível e para os quais a compraria. 

A eleição se refere à escolha de Deus quanto aqueles a quem salvaria. É incondicional porque não há nenhuma condição que homem tenha que de satisfazer antes de Deus escolher salva-lo. O homem está morto em delitos e pecados. Por isso, não há nenhuma condição que ele possa satisfazer antes que Deus escolha salvá-lo de sua morte. (PIPER, 2014, p. 67).


1 Artigo retirado da internet com as seguintes referência: 7GRAUS. Dicionário Online de Português. [S.I.].: 7Graus, [21-]. Disponível em: <http://www.dicio.com.br/eleito/>. Acesso em 22 de Jan. 2016.
2 Ibid.
3 COENEN, Lothar.: BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2000. 2773p.
4 Ibid., p. 624.
5 COLE, Claude Duvall. A doutrina Bíblica da eleição. [S.I.].: s.n], [21-?].
6 YOU TUBE. A dinâmicas da renovação pelo evangelho. Vídeo (4min24s). Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=tDhs1Wf1cf0>. Acesso em 22 jan. 2016.
7 CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o> Acesso em: 23 jan. 2016.
8 Bíblia de Estudo de Genebra. 2. ed. São Paulo e Barueri: Editora Cultura Cristã e
Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.
9 Ibid.
10 SPENCER, Duane Edward. TULIP; Os Cinco Pontos de Calvino à luz das Escrituras. 2. Ed. São Paulo: Parakletos, 2000.
11 PIPER, John. Cinco Pontos. São Paulo: Fiel, 2014. 123p.
12 Ibid., p. 67.

BIBLIOGRAFIA: 

Artigo retirado da internet com as seguintes referência: 7GRAUS. Dicionário Online de Português. [S.I.].: 7Graus, [21-]. Disponível em: <http://www.dicio.com.br/eleito/>. Acesso em 22 de Jan. 2016.

Bíblia de Estudo de Genebra. 2. ed. São Paulo e Barueri: Editora Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

CALVINO, João. As Institutas. 2. ed. São Paulo: Cultura Crista, 2006.

COENEN, Lothar.: BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2000. 2773p.

COLE, Claude Duvall. A doutrina Bíblica da eleição. [S.I.].: s.n], [21-?].

CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o> Acesso em: 23 jan. 2016.

PIPER, John. Cinco Pontos. São Paulo: Fiel, 2014. 123p.

SPENCER, Duane Edward. TULIP; Os Cinco Pontos de Calvino à luz das Escrituras. 2. Ed. São Paulo: Parakletos, 2000.

YOU TUBE. A dinâmicas da renovação pelo evangelho. Vídeo (4min24s). Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=tDhs1Wf1cf0>. Acesso em 22 jan. 2016.


Autor: Felipe Abreu 



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A Unção com Óleo - Definição Teológica

domingo, 3 de janeiro de 2016
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Óleo



"Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor" (Tg 5.14)
Nosso objetivo aqui é ponderar algumas observações que, talvez, lancem mais luz sobre o assunto e nos ajudem ver a questão sob outro ângulo.
Inicialmente, é preciso dizer que, provavelmente, o principal equívoco em relação à interpretação do texto de Tiago seja a preocupação com o óleo em si mesmo, desconsiderando o contexto em que ele foi utilizado. Há muito esforço por parte de alguns estudiosos para dizer que trata-se de um óleo medicinal, o qual seria utilizado como uma espécie de remédio. Nesse caso, a interpretação é falha porque o próprio texto parece negar o poder do "óleo" de curar, dizendo antes que "a oração da fé" salvará o enfermo.
Por outro lado, há um esforço por parte de outros especialistas em desqualificar o próprio óleo, focalizando mais na importância da oração, tornando o óleo algo opcional. É óbvio que a oração é fundamental, e ela, segundo Tiago, levantará o enfermo, mas a questão aqui é que pouco adianta tentar enfraquecer o uso do termo óleo, pois a ordem de utilizá-lo está no texto, e não podemos removê-la. É preciso lembrar que todo o texto ordena que se faça isso, usando verbos imperativos, e nesse sentido, o Supremo Concílio foi coerente, pois não quis proibir algo que claramente é "mandado fazer" na Escritura.
O ponto, provavelmente, que precisaria ser mais trabalhado é justamente o contexto da afirmação de Tiago. Notamos que a preocupação maior dos intérpretes está em definir o tipo de óleo ou o caráter terminológico da palavra "ungir", e pouca atenção é dada às palavras "doente" e "enfermo". Estariam elas realmente falando de doença física?
Tiago orienta: "Está alguém entre vós doente?". A palavra "doente" é astheney (ἀσθενεῖ), a qual, prioritariamente tem o sentido de "fraco", "débil". A palavra é aplicada desse modo, denotando "fraqueza espiritual" em várias passagens do Novo Testamento. Em Romanos 14.1, Paulo usa essa palavra para falar do irmão "fraco" na fé. Em 1Coríntios 8.7, Paulo fala de pessoas que têm uma "consciência fraca", utilizando essa mesma palavra. Evidentemente, o termo pode ser aplicado para doença física, mas para isso, o contexto precisa ser claro. E não parece ser esse o caso do contexto de Tiago 5.
O contexto de Tiago 5 está evocando o perigo do pecado que acarreta juízo de Deus e, ao mesmo tempo, o modo como alguém pode ser resgatado desse pecado através do arrependimento e da oração por parte da igreja. No verso 11, Tiago elogiou aqueles que "perseveram firmes", ou seja, que não se deixaram desviar dos caminhos de Deus, mesmo sob intenso sofrimento, e menciona o exemplo de Jó para isso. Porém, infelizmente, nem todos conseguem ser firmes e perseverantes como Jó, e Tiago sabe disso.
No verso 12, ele faz uma advertência formal: "Acima de tudo, porém, meus irmãos, não jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto; antes, seja o vosso sim sim, e o vosso não não, para não cairdes em juízo". Portanto, ele parece estar mencionando alguma situação específica de perjuro entre os crentes, e relembrando o ensino do Senhor para que evitassem juramentos formais, mantendo apenas o padrão da verdade através de respostas simples: sim, sim; ou, não, não. Ou seja, um crente não pode viver "aquém" daquilo que a Palavra ensina, pois a fé sem obras é morta (Tg 2.26), mas também não deve ir "além". Um excesso de rigor pode levar o crente a uma vida de legalismo, e, consequentemente, de uma fé morta pelo caminho oposto. De qualquer modo, Tiago está alertando o crente a evitar ser atingido pelo juízo de Deus por causa de um pecado que lhe cause uma queda espiritual.
Nesse contexto ele diz: "Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores" (Tg 5.13). "Sofrendo" é a tradução da palavra kakopathia (Κακοπαθεῖ), e literalmente significa "sentimento mau". A ideia é de um sentimento de aflição. Ou seja, se alguém está aflito, provavelmente em decorrência das pressões do mundo, deve fazer oração. Por outro lado, se está livre disso, ou seja, se mesmo enfrentando o sofrimento e a tribulação impostos pelo mundo, continua "animado" (εὐθυμεῖ), então deve "cantar salmos" (ψαλλέτω). Nisso percebemos que ele está descrevendo situações emocionais e, ou, espirituais. Não se tratam de aspectos físicos, mas de estados de espírito, ou seja, o contexto se encaixa mais numa descrição de uma "doença espiritual".
Então, temos os versos 14-15: "Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados". Ou seja, se alguém está "débil" na fé (oposto de animado), possivelmente por alguma situação de pecado que gerou um "desvio" espiritual, essa pessoa deve chamar os presbíteros da igreja, e eles devem ungi-la com óleo, e orar por ela. Consequentemente, a oração da fé "salvará o enfermo".
Essas duas palavras são muito importantes. "Salvará" no texto grego é σώσει (sósei). O termo típico para salvação de pecados. E enfermo é κάμνοντα (kamnonta) que tem o sentido primário de "exaustão". Portanto, o Senhor "salvará o desanimado". É claro que todos esses termos podem ser aplicados a "doença física", mas o assunto de Tiago não é "doença física" e sim "doença espiritual". Ele está falando, provavelmente, de uma pessoa que pecou gravemente, se afastou dos caminhos de Deus, porém, ao ser tocada pelo arrependimento, deseja voltar, mas não tem forças. Assim, os presbíteros devem formalmente ir até ela, orar por ela e ungi-la. Assim, formalmente, o pecado cometido fica perdoado diante de Deus e dos homens. Nesse caso, o óleo é o símbolo do Espírito Santo renovando a vida espiritual desse pecador.
Que o assunto é esse, fica ainda mais claro na sequência do texto: "Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo" (Tg 5.16). Ou seja, o pecador deve confessar seu pecado e receber oração formal, assim, é reconduzido à comunhão da igreja.
Sobre a pergunta que poderia surgir, ou seja, se homens pecadores poderiam fazer isso por outros pecadores, Tiago responde com o exemplo de Elias: "Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos" (Tg 5.17-18). Portanto, nisso está a eficácia da oração do justo. Não é a ideia de perfeição de quem está orando, pois Elias é citado aqui como "sujeito aos mesmos sentimentos", mas sua oração foi ouvida por Deus. A metáfora de "abrir o céu" e "fechar o céu", no caso de Elias, fica ainda mais significativa. Quando os presbíteros oram para que Deus restaure o pecador arrependido, isso tem uma correspondência direta com o que é decidido no céu. Em situação semelhante evocando disciplina, restauração e perdão de pecados, no famoso Mateus 18, Jesus disse: "Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus" (Mt 18.18).
Os dois últimos versículos do capítulo e do livro de Tiago não deixam dúvida de que o assunto é "perdão de pecados": "Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados" (Tg 5.19-20).
Portanto, em que situação a carta de Tiago autoriza os presbíteros a utilizarem o óleo? Para ungir qualquer doente? Parece-nos que não. A prática desse ato pode facilmente conduzir aos abusos e a uma consideração idolátrica do óleo. Formalmente, os presbíteros poderiam utilizar o óleo para ungir um pecador arrependido, que cometeu um pecado grave e se desviou do caminho de Deus (talvez perjuro), porém arrependido deseja voltar, mas não tem forças espirituais para isso. Então, formalmente, os presbíteros vão até ele quando chamados, oram por ele, ungem-no com óleo, simbolizando a restauração espiritual através do Espírito Santo, e confiam que seu ato realizado na terra foi confirmado no céu. Isso retira qualquer "poder" de cura do óleo em si mesmo, e estabelece-o como um símbolo da ação restauradora do Espírito Santo.
Alguns aspectos que fortalecem essa interpretação são: a menção aos "presbíteros da igreja". Presbíteros no plural, ou seja, uma comissão. Por que não apenas um presbítero? Haveria mais poder de cura em vários presbíteros? A questão parece ser outra. O aspecto aqui é o testemunho de várias "testemunhas". Importante também é a menção à "igreja". Ou seja, Tiago poderia mandar que chamassem os presbíteros, usando genericamente o termo, mas ele menciona explicitamente "da igreja". É a primeira vez que ele menciona "igreja" em sua carta. Provavelmente, ele está falando que aquele grupo de líderes deveria ir até o pecador como um grupo formal representando a igreja no ato de readmitir o "enfermo". Além disso, observe-se que eles deveriam ungi-lo "em nome do Senhor". Mais uma vez, isso parece ser uma referência a Mateus 18. Após indicar que a decisão da igreja tomada na terra seria levada em consideração no céu, Jesus declara: "Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles" (Mt 18.19-20). Ou seja, os presbíteros (mais de um) se reuniriam com o pecador e o ungiriam "em nome do Senhor", garantindo assim, a restauração do mesmo.
Finalmente, pode ser notado que a unção com óleo, entre os vários simbolismos que possui, tem um em especial para o nosso tema: alegria (Sl 23.5, 45.7, Pv 27.9, Ec 9.8, Dn 10.3). Em terminologia que nos parece bastante semelhante à do contexto de Tiago 5, Isaías profetizou a respeito da missão do Messias como: "apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram, e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado" (Is 61.2-3). Esse simbolismo de perdão e aceitação alegre em referência ao óleo ainda pode ser visto em Ez 16.8-10. Em contrapartida, o uso do óleo, porém sem arrependimento, é condenado em Amós 6.1-6 (especialmente o verso 6).
Minha opinião sobre a prática: "Tiago está refletindo e orientando uma prática da primeira comunidade cristã, oriunda do Judaísmo, na qual os símbolos culturais eram bastante importantes, e o Espírito Santo, simbolizado pelo óleo, podia ser utilizado como selo da restauração espiritual do pecador. Em princípio, a evidência de enfermidade física, nesse caso, é bem efêmera, mas não posso descartá-la. Considerando que os símbolos culturais são adaptáveis (como foi o caso do véu em Corinto, e sob outra situação a ordenança das observâncias judaicas temporárias do Concílio de Jerusalém em Atos 15), não vejo necessidade de insistir no uso do óleo nos dias atuais, pois vivemos no contexto de uma igreja que se desprendeu dos símbolos vetero-testamentários.
Autor: Rev. Leandro Limas 
Fonte: http://www.ipsantoamaro.com.br/artigos/a-uncao-com-oleo-quem-deve-ser-ungido-segundo-tiago-5-14.html
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Sociedade transformada pela política e religião

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
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Sociedade transformada pela política e religião


Para haver uma sociedade transformada, essa transformação deve acontecer interiormente. No livro de Wayne Grudem, ele retrata de forma bastante significativa essa transformação, seria de suma importância que todas as autoridades, que de forma direta ou indireta, possam avaliar de forma bastante objetiva as informações de transformações de uma sociedade, com uma política mais eficaz, por aqueles que se dizem cristãos, ou que de forma filosófica tem o cristianismo como sua bandeira de simpatia, quando se trata de assuntos importantes dentro do contexto familiar.
Entendo que todo o cristão que procura influenciar o governo, precisa lembrar que, para (termos) uma sociedade transformada, precisamos de pessoas inteiramente transformadas; a começar com a mudança interior. Ao aprovar boas leis e ter um bom governo jamais será suficiente para transformar a sociedade. No Antigo Testamento, o povo de Israel tinha boas leis, dadas pelo próprio Deus, mas essas leis não impediam o povo de se desviar e, por fim, de trazer sobre si o juízo de Deus.
Portanto, devemos sempre lembrar que não basta vencer eleições para transformar uma nação, ou cidade, como muitos políticos usam de tal barganha para seus feitos em benefício próprio.
Os cristãos poderiam (pelo menos teoricamente, por aqueles que se dizem) obter influência suficiente para anular a decisão da Suprema Corte sobre assunto que lhe diz a Palavra de Deus e fere a familiar; como o aborto, a fim de conseguir a aprovação de leis contra o aborto, de modo a proteger as crianças não nascidas, e a aprovação de leis em defesa do casamento. Mas, a menos que a mente e o coração das pessoas sejam transformadas, nada disso as impediriam de fazer sexo antes do casamento, de realizar aborto ou de praticar atos homossexuais.
As leis funcionam melhor quando governam pessoas imbuídas de bom caráter moral e boas convicções morais. Se uma sociedade inteira é corrupta, as leis só conseguem refrear os casos mais extremos de pecado, mas não alteram os demais comportamentos. Em um dos comentários de John Adams, um dos presidentes dos E.U.A e um dos Pais fundadores mais importantes, comentou: “Nossa Constituição foi criada para um povo virtuoso e justo. É inteiramente inadequado para governar qualquer outro povo”.[1]

A menos que o país tenha pessoas transformadas, é pouco provável que seja capaz de aprovar leis excelentes ou eleger líderes excelentes. Nenhum candidato pode vencer eleição com uma campanha em favor de “valores  morais no governo” se a população como um todo for desprovida desses valores morais, na qual gostaria de ressaltar um bastante simples e significativo; Dentro dos aspectos sócio econômicos, podemos ver uma abrangência de pontos, que podem ser trabalhados para o bom desenvolvimento; sendo estes pontos observados e trabalhados como: histórico, cultural, político e educacional, onde cada comunidade apresente diferentes tipos de letramentos, bem como seus membros. Ou seja: em sua definição, o letramento possui uma dimensão social.
Dentro deste aspectos, o autor Terzi, diz que:

Sobre a escrita e seu uso em práticas sociais, pois as pessoas, conforme aponta Terzi (2006), sabem reconhecer a função de jornais, revistas, cheques, bilhetes, cartas etc. mesmo sem saber ler e escrever. Desse modo, os alunos que ingressam na universidade, diferentemente do que apontam algumas pesquisas, concluindo que eles “precisam ser alfabetizados no ensino superior”, são sujeitos letrados e que, portanto, trazem para essa esfera concepções de leitura e escrita construídas ao longo do ensino fundamental e médio. Porém, nem sempre, essas concepções são suficientes para que eles se engajem de modo imediato nas práticas letradas do domínio acadêmico, pois, na voz de Machado, Louzada e Abreu-Tardelli (2004), os alunos se veem, nesse novo contexto, obrigados a ler e a produzir textos que não lhes foram ensinados ou apresentados de forma sistemática nas séries anteriores. Um outro agravante é o fato de esses estudantes terem sido submetidos, ao longo de sua trajetória escolar, a um modelo de letramento que não considera a escrita como prática social.[2] (TERZI, 2006)

Podemos observar, que o ponto absoluto, na qual faz com que cada aluno necessite de ser alfabetizado novamente ao entrar em uma faculdade ou universidade conforme definição e explicação do artigo, podemos ver aquilo que foi apresentado, que mais choca e, retarda o nível de evolução de qualquer sociedade, em termo cultural, político, social, acadêmico e muitos outros; onde os estudantes em sua trajetória escolar, não foram submetidos a um letramento digno, sendo a forma de incentivo à leitura, não, é considerado como prática social, dando a se entender, que parte da degradação cultural, política e social estão ligados de forma direta a prática de leitura. (Pense em como teria sido a eleição em Sodoma e Gomorra!). Portanto, é importante que a igreja prossiga com sua tarefa de proclamar o evangelho de Jesus Cristo a fim de mudar o coração e a mente de cada indivíduo. E, a partir do momento em que as pessoas se tornem cristãs, é importante lhes ensinar princípios morais bíblicos que incluam não apenas princípios morais de conduta para a vida individual, mas também princípios a respeito dos papéis e das responsabilidades do governo civil.



Autor: Felipe Abreu  


Bibliografia:

GRUDEM, Wayne, Politica Segundo a Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 2014.

OLIVEIRA, Eliane Feitosa. Letramento Acadêmico: Principais abordagens sobre a escrita dos alunos no ensino superior. São Paulo: UNICAMP, [21-?]. Disponível em: <http://www.ichs.ufop.br/memorial/trab2/l113.pdf>. Acesso em 09 dez. 2015. p. 2.

TERZI, S.B. A construção do currículo nos cursos de letramento de jovens e adultos não escolarizados, 2006. Disponível em: <http://www.cereja.org.br/arquivos/uploads/sylviaterzi.pdf>. Acesso em: 09 dez. 2015.

The Works of John Adams, Second President of the United States, Charles Francis Adams, org., Boston: Little, Brown, 1854, IX:229, 11 de outubro de 1798.

    




[1] The Works of John Adams, Second President of the United States, Charles Francis Adams, org., Boston: Little, Brown, 1854, IX:229, 11 de outubro de 1798.
[2] Referência retirado do artigo de: OLIVEIRA, Eliane Feitosa. Letramento Acadêmico: Principais abordagens sobre a escrita dos alunos no ensino superior. São Paulo: UNICAMP, [21-?]. Disponível em: <http://www.ichs.ufop.br/memorial/trab2/l113.pdf>. Acesso em 09 dez. 2015. p. 2. Aonde estão citadas a bibliografia de Terzi: (TERZI, S.B. A construção do currículo nos cursos de letramento de jovens e adultos não escolarizados, 2006. Disponível em: <http://www.cereja.org.br/arquivos/uploads/sylviaterzi.pdf>. Acesso em: 09 dez. 2015).

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Para que Rezar? se Posso Orar!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015
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PARA QUE REZAR? SEU EU POSSO ORAR!
Mt 6.9-15 / Lc 11.2-4



Introdução:

Antes de entender o Pai Nosso, devemos compreender o que não é o Pai Nosso.
Mt 6.5-8.

Fundamento da oração:

Grego: προσεύχομαιverbo imperativo presente da segunda pessoa do plural – Uma ação que Deus determina, que façamos não para amanhã, mas hoje, sendo isso designando para doto ser humano; ou seja, a todos que reconhecem a Deus como Pai. Encontramos um Deus relacional, que nos mostra como devemos relacionar com o próximo. 

1) em benefício de
2) em, perto, por
3) para, em direção a, com, com respeito a


Primeiro temos que entender a definição do que é “Pai” e sua finalidade:

Definição: Pai (do latim patre; também chamado de genitor, progenitor, ou ainda gerador) é a figura masculina de uma família que tenha um ou mais filhos e assume o primeiro grau de uma linha ascendente de parentesco. A paternidade dá-se pela ancestralidade biológica (isto é, a partir da fertilização), proveniente do casamento, da união estável e/ou da relação monoparental como estado de parentesco. Ainda há também a possibilidade legal de paternidade a partir da adoção ou técnicas de reprodução assistida.

Finalidade: Curiosamente a nossa palavra patrimônio (Latim: patrimonium) está associada e etimologicamente à palavra pai. Recebemos nosso patrimônio de nossos pais. De fato, de modo especial na infância, com raríssimas exceções, dificilmente podemos contribuir para o aumento dos bens de nossos pais; nós apenas os recebemos. No futuro, possivelmente nossos filhos receberão os nossos bens, muito ou pouco; Salomão, inspirado por Deus, escrevera: “A casa e os bens vêm como herança dos pais...” (Pv 19.14).   (Hermisten Maia. Símbolos de Fé, 2015).






Desenvolvimento:

O fundamento do Pai Nosso está muita mais além, do que pensamos. Sua aplicação está mais aprofundada na vontade de Deus para com o homem, para que esse possa encontrar e verdadeira vontade, muito mais do que uma simples reza.

Pai Nosso: Pronome pessoal definitivo – define quem é a pessoa que está falando e sua potencialidade; Mt 5. 22, onde o “Eu” é invocado como aquele que é o detentor de todas as regras.

Nosso: Engloba um Deus, que tem vários filhos, na qual temos que reconhecer os vários irmãos que temos; e principalmente as necessidades que nos cercas.

Santificado seja Teu nome: santificado é tornar santo ou tratar como santo o nome de Deus.
  •    Qual é o terceiro mandamento: Não tomaras o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. (Catecismo Maior de Westminster – pergunta 111).


  •   O terceiro mandamento exige que o Nome de Deus, os seus títulos, atributos, ordenanças, a palavra, os sacramentos, a oração, os juramentos, os votos, as sortes, suas obras e tudo quanto pelo que Deus se faz conhecer sejam, santa e reverentemente, usados em nossos pensamentos, meditações, palavras e escritos, por uma profissão santa e um comportamento conveniente, para a gloria de Deus e para o nosso bem e o do nosso próximo.  (Catecismo Maior de Westminster – pergunta 112).


V. 10 - Venha o teu reino:
·         Encontramos em Mt 3.2, João batista anunciando o reino – Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia: 2 Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”.

·         Mt 4.17, encontramos o reino de Jesus sendo proclamado, por ele mesmo após as tentações no deserto – Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”.


1 º APLICAÇÃO:

V. 11 – O pão nosso de cada dia nos dia dá-nos hoje. – esse versículo trata em segundo lugar, do interesse do homem. 
·         Alimento. (Necessidade física)
·         Há três aplicações para o cada dia. – presente e futuro.

1.    A visão sacramental (o corpo do Senhor).
2.    A visão escatológica (Simboliza a vinda do reino vindouro, sendo a petição a continuação do seu reino).
3.    Visão do sustento (provisão de necessidades físicas diárias). -V. 25-34 – ociosidade pela vida.


2º APLICAÇÃO:

V. 12 – Perdão – “perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”.
·         Mt 18. 23-35 – A parábola do credor incompassivo
·         Fazemos isso porque Deus o fez em primeiro lugar e Cristo em segundo lugar.  


3º APLICAÇÃO:

V. 13 – E não nos deixe cair em tentação; mas livra-nos do mal.
·         Direção (A igreja conduz através da palavra o caminho certo).

·         A importância da igreja, em buscar todos os que estão perdidos sem Cristo Jesus.

·         Ser uma igreja evangelística e acolhedora.

·         A igreja, possui a capacidade para ajudar todos cristãos a desenvolver através da instrução da palavra para vencer a tentação e fugir dela.

1.    Mt 26.41 “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.


Conclusão:

A oração do Pai Nosso, nos proporciona reconhecer o seguintes significados:
·         Nossa insuficiência.
·         Confiança na proteção divina.
  •      Humildade, que espera segundo a vontade do Pai e a inteligência para discernir as respostas de Deus. Muitas vezes pedimos paciência e recebemos tribulações (Rm 5: 3-4). Deus não tenta a ninguém Tg 1.13 - “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta”.


Resultado da oração:

·         Estabelece relação entre as limitações humanas e a onipotência de Deus.
·         Faz-nos reconhecer a nossa dependência como filhos.
·         Fortifica-nos a fé.


Autor: Felipe Abreu

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